August 31, 2010 17:06
Tradução, Windows e pessoas idosas
Já falei aqui sobre as CAT tools (ferramentas de tradução assistida por computador) e minha dificuldade em usar algumas delas no Mac OS. Vou falar mais uma vez: se tradução não fosse profissão de velho, existiria Trados para Mac.
Na verdade eu só queria desabafar que a instalação do Trados no Windows XP – que uso no Mac com o Parallels Desktop – levou nada mais, nada menos que
45 MINUTOS.
Sem tirar o mérito das funções mágicas deste gênio da lâmpada da tradução (isso não foi sarcasmo), acho coisa de velho um programa que leva 45 minutos para instalar.
(Pra quem usa Windows, explico a minha frustração: no Mac, a maioria dos programas pode ser instalado basicamente arrastando o executável (.dmg) para dentro da pasta de Aplicativos. Outros, mais complexos, até precisam de um processo de setup, mas que em geral leva bem menos de 5 minutos.)
Tamos aí ganhando a vida na ala geriátrica!
P.S.: Por que eu não uso Windows, se é a plataforma mais adequada para minhas ferramentas de trabalho? Porque não tô a fim. Só por isso.
August 27, 2010 23:58
Inglês da Vida Real: Você foi enganado a sua vida inteira
Nas suas aulinhas de inglês da quinta série, a apostila trazia um capítulo sobre comidas e um subcapítulo sobre frutas. A teacher falou e você repetiu e aprendeu que limão, em inglês, é lemon.
Tenho uma novidade para você, é triste, mas a verdade vem antes de todas as coisas:
Você foi enganado a sua vida inteira.
Trata-se de do maior caso de falsos cognatos, ou falsos amigos, da história.
O limão que você conhece se chama
LIME:
Quer saber então o que é um lemon?
ISTO É UM
LEMON:
Ou seja, limão é lima e lima é limão.
Não se sinta mal. Eu também fui enganada a minha vida inteira e só aprendi isso agora.
P.S. É por isso que as balinhas de sabor lemon (suposto e enganoso sabor limão) sempre foram amarelas e com gosto de água sanitária.
August 11, 2010 23:49
Dicas de músicas e filmes para aprender francês
Algumas pessoas comentaram no post sobre Como aprender inglês falando que estão estudando francês, e a Aline e a Sarah Lee pediram algumas dicas.
O que vou passar aqui são dicas das músicas, filmes, seriados etc. que me ajudaram no meu aprendizado de francês. Isso tudo reflete o meu gosto, é claro, mas você é livre para sair e explorar esta vasta interwebs.
Música
Uma sugestão boa seria ouvir uma rádio online francesa. Os contras disso são dois: 1) a maioria das rádios francesas só toca música americana; 2) o resto é chato.
O maior exemplo disso é a rádio francesa mais indicada por professoras francesas em escolas tradicionais francesas: a RFI. Essa rádio tem os canais mundo, África e música. Mundo e África são, bem, notícias do mundo e da África. E música é música do mundo e da África. Aí voltamos à questão do interesse. É uma ótima fonte para ouvir alguém falar francês num ritmo normal de fala, se você é tarado por informação e cultura do mundo e da África. Se não for, você nunca vai aprender francês ouvindo isso.
Vou colocar aqui um clipe de cada um dos artistas franceses que eu mais gosto. Não sou crítica musical, fique livre para procurar outros, óbvio :)
Cali é meu preferido. As letras são revoltadas e geralmente falam sobre relacionamentos, com arranjos originais e diferentes.
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Raphaël Haroche é mais romântico, com musiquinhas mais lentas no violão.
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Bénabar fala de coisas banais do dia-a-dia de forma bem engraçada e peculiar.
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Renan Luce é o novo nome da música francesa, e marcou bastante meu intercâmbio.
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Stromae foi o que bombou no último inverno. House/hip-hop muito bom.
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Existem várias comunidades sobre música francesa no Orkut que apresentam outros artistas que talvez você goste. Dê uma olhada na comunidade Música Francesa.
Virais
Também entra na categoria música, mas fizeram nosso intercâmbio muito mais divertido:
Fatal Bazooka é um clássico for the lulz. Aprendam, meninas: les mecs ils sont tous nuls ;)
Helmut Fritz proporcionou muitas piadas no meu intercâmbio, e sou grata.
Filmes
Não sou a pessoa mais cinéfila, então vou indicar três que eu vi na França e que me interessaram:
Complices é um filme que me interessou especialmente porque se passa em Lyon, mas é triste e tenso. Falei mais sobre ele aqui.
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Tout ce qui brille fez bastante sucesso ano passado, e eu indico aqui pela experiência linguística. Elas falam TRÈS rápido e cheio de gírias, é o francês da vida real que você não vai ver na escola.
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Le Petit Nicolas é fofo que dói. Só falo isso.
Seriados
Acabando as dicas, deixo um pequeno seriado pra vocês:
Un gars, une fille traz mini-episódios sobre o dia-a-dia de um casal normal. É claro, falando absurdamente rápido e cheio de gírias. Entenda isso e você poderá espalhar aos quatro ventos que fala francês.
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Como eu disse no começo, é claro que tudo isso são os meus gostos. Mas com essas referências pra começar, já dá pra ir garimpando um pouco mais e encontrando coisas que realmente lhe agradem.
Bonne chance!
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Dúvidas sobre francês? Pergunte para a MT! Escreva para mariatherezama@gmail.com .
August 7, 2010 22:02
Coisa de pai – abrir MacBook Pro
Há tempos meu MBP de quase dois anos de idade vinha fazendo barulho de cooler. Com preguiça de ir atrás do suporte técnico brasileiro da Apple (tive problemas para trocar um iPod em 2006), encarnei a síndrome de Ursulão e dei aquela bela googlada para resolver o problema.
Caí em algum lugar que dizia que era preciso abrir o computador, limpar o cooler com um pincel e usar um pouco de óleo. Parecia fácil.
Como abrir seu MacBook Pro
O site rei da gambiarra IFixIt tem vários tutoriais incríveis para você aprender a desmontar e remontar todas as coisas Apple que quiser. Eu tenho um modelo daqueles unibody do final de 2008, e o tutorial para ele está aqui. Os tutoriais são todos em inglês, mas como cada passo é acompanhado de uma foto bem explicativa, dá facilmente pra se guiar só pelas fotos.
Sou estabanada e as pecinhas de um computador são pequenas e frágeis. Achei de bom tom pedir ajuda ao meu pai quando viesse para o interior. Assim, abrimos o computador.
Eis a sujeira acumulada de quase dois anos:

Na parte de dentro da tampa…

…e nos circuitos.
Até aí, ok. Mas não conseguimos tirar os coolers do lugar por falta de ferramentas apropriadas. Não tínhamos uma chave Phillips 00. Tiramos todos os outros parafusos com uma chave de fenda normal bem micro, mas nos coolers não rolou.
A gambiarra genial do meu pai foi usar nada mais nada menos que um enchedor de colchão inflável pra limpar os coolers por dentro:

Ficadica.
Resultado
O barulho diminuiu consideravelmente, mas ainda não chegou no 0, como era quando recém-comprado. Faltou tirar o cooler, passar óleo e limpar mais. Fica para uma próxima tentativa!
August 6, 2010 18:46
Legenda FAIL
Acabei de ver uma legenda em um seriado, uma moça falava pra outra:
You’re kind of a cunt, aren’t you?
E a legenda:

Q??? Rialto e engasguei no meu almoço.
Solução:
Cunt é, sim, uma palavra feia para o órgão sexual feminino, mas obviamente não naquele contexto. Ali, cunt toma o significado de um xingamento extremamente forte. Como podemos modificar essa legenda para ser mais fiel ao contexto?
- Você é bem escrota, né?
- Você é meio filha da puta, né?
- Você é bem pau no cu, né?
- Você é bem cuzona, né?
Não consigo pensar em nada mais forte. Sugestões?
August 5, 2010 19:22
Inglês da Vida Real – Como aprender uma língua
Hoje a aulinha é um pouco diferente. Achei interessante postar sobre isso logo no começo deste projeto, porque é uma coisa bem básica que todo mundo que está aprendendo uma língua precisa saber.
Aula 3 – Como aprender uma segunda língua
Capítulo 1 – Você sabe mais do que pensa
Essa frase é especialmente verdadeira com o inglês. Com o poder não só econômico, mas cultural dos Estados Unidos e da Inglaterra, o inglês está em todo lugar. Desde os componentes do seu computador (a menos que você seja português, você não usa um rato) até os nomes das baladas que você frequenta, passando por piadas do Casseta&Planeta e pela imensa maioria dos filmes que você assiste.
Frederico Vasconcelos, do blog Inglês no Supermercado, conta que ensina seus alunos a formar frases com elementos que eles já conhecem. Juntando I love you com palavras encontradas em lanchonetes como egg, cheese e hamburger, por exemplo, os alunos coseguiam montar outras frases como I love cheese, I love egg etc. Veja o relato completo do Frederico aqui.
O que estou querendo dizer é: existe uma razão para você entender o trocadilho BOLAGATO e achar engraçado. E essa razão é que você sabe alguma coisa de inglês e tem a total capacidade de aprender uma língua. Afinal, você fala português, não fala?
Capítulo 2 – Um relato pessoal longo que vai ser resumido no próximo capítulo
Eu nunca fiz cursinho particular de inglês. Eu não tenho diploma em inglês. Muito menos tenho TOEFL e o caralho à quatro.
Aí me contestam: “Ah, mas você morou nos Estados Unidos!”*
E eu respondo que não só eu já era fluente quando fui fazer meu primeiro intercâmbio lá, aos 15 anos, como só fui morar lá porque eu já era fluente. Ganhei uma bolsa de estudos em um concurso tipo vestibular, onde eu precisava fazer uma prova de conhecimentos gerais, uma redação e uma prova de inglês. Tenho certeza de que não gabaritei conhecimentos gerais, e minha redação ficou meio cliché. Eu ganhei aquela bolsa porque eu era foda em inglês.
Como eu cheguei naquele nível? Ouvindo Backstreet Boys.
É sério.
Aos 10/11 anos, eu era fã e tinha até pastinha com recortes de revista e letras de música impressas dos primórdios da Internet. É claro que não entendia lhufas de tais letras de música, com meu inglês baseado em cat, dog, ball etc. E é claro que eu queria entender o que meus ídolos diziam, acho que naquela época isso era importante. Hoje em dia, mesmo as fãs dos coloridos brasileiros acho que não se importam muito em entender o que eles estão dizendo…
Para minha sorte, já existiam naquele tempo vários fansites dos Garotos da Rua de Trás, e esses fansites traziam as letras de música traduzidas. Na minha pastinha, cada plastiquinho era organizado com a letra original na frente e a traduzida no verso. Lembro de tentar bater os dados das letras originais com as traduzidas para tentar entender o que era o quê ali.
E quando o interesse é genuíno (acreditem, aos 10 anos, a coisa mais importante da minha vida era saber o que os Backstreet Boys estavam falando), o conhecimento fica. Assim, se com os BSB eu aprendia que a locução “as long as” significava desde que, na semana seguinte eu ouviria alguém falando isso em um filme legendado e já saberia do que se tratava. De quebra, batia o resto da frase falada com a legenda para aprender uma frase nova.
Filmes e seriados legendados também foram imprescindíveis. Sempre, sempre assistia com os ouvidos no que os personagens estavam falando e os olhos nas legendas, fazendo conexões do que eu já sabia com alguma palavra nova que aparecia, ligando uma coisa à outra e jogando tudo o que eu podia pra dentro da minha cabeça. Quando já me sentia um pouco mais avançada, eu fazia questão de ligar o “closed caption” ao ver Friends para ter a legenda original. Esse método foi extramamente importante para que eu treinasse bem a PRONÚNCIA, que acho que é um dos maiores problemas dos brasileiros com o inglês.

via @fuckyeahfriendscaps
E depois de absorver conhecimento, era hora de botá-lo em prática. Absolutamente necessário. Ninguém pode dizer que é fluente em um língua que só sabe ler bem. Como não tinha com quem praticar, praticava na Internet em fóruns de discussão, fosse sobre BSB ou sobre Zelda ou sobre DragonBall (meus vícios seguintes). O importante era me interessar de verdade pelo assunto que eu estava discutindo, e me divertir. Falar sozinha também ajudou. Eu falava comigo mesma em inglês. Isso me estimulava a correr atrás de palavras novas que exprimissem o que eu queria dizer, sempre que o vocabulário me faltasse.
Não estou desdenhando aqui as aulinhas de inglês que tive no colégio. Elas foram importantíssimas para que eu aprendesse as regras gramaticais e fosse capaz de escrever um inglês correto. Também não estou desdenhando minhas duas temporadas nos Estados Unidos*. Morar em algum lugar que fale outra língua e mergulhar de cabeça nessa língua faz toda a diferença do mundo. Mas até aí, tem brasileiro que mora em Miami há 10 anos e não fala inglês, assim como tem gente formada em cursinho de inglês dando aula particular com uma pronúncia horrenda, então acredito que seja necessária uma postura de se abrir por completo para a nova língua e correr atrás mesmo, sem esperar que o professor despeje tudo o que ele sabe pra dentro da sua cabeça. Professor nenhum no mundo faz isso. As pessoas só aprendem de verdade quando se interessam, têm curiosidade e pesquisam. Qualquer outro método usado em sala de aula é pura decoreba para passar na prova. Você fez vestibular, eu sei que você sabe do que eu estou falando.
Outra postura importante é aprender a gostar da língua. Você pode querer aprender o inglês só porque é necessário no mundo de hoje, mas faça um esforço para pegar um amor por ele. Nada disso que eu contei foi proposital. Não fiz nada disso pensando “vou começar cedo para depois viajar bastante e aos 20 anos ganhar uma grana boa com inglês e ser independente”. Eu estava me divertindo e saciando minha curiosidade ao mesmo tempo. Eu não era a melhor aluna de inglês da escola porque eu era CDF, mas sim porque eu pensava enquanto fazia coisas que todos os meus colegas faziam, como ouvir bandas americanas e ir ao cinema.
Olhando agora, com um entendimento maior de linguística, acredito ser possível aprender uma segunda língua como os bebês aprendem sua língua materna: ouvindo, juntando as peças e imitando os adultos (no meu caso, os anglófonos).
*Fiz um semestre de High School em Camas, WA em 2004/2005; e trabalhei na Disney durante 3 meses em 2008/2009.
Capítulo 3 – Tenho preguiça de ler e quero um passo-a-passo
Dicas rápidas que resumem basicamente tudo o que eu falei ali em cima:
- Não tenha preguiça de ler.
- Seja curioso.
- Ame sua nova língua.
- Ouça música na sua nova língua, procure as letras e suas traduções, e relacione as duas.
- Veja filmes na sua nova língua legendados em português e tente associar as legendas às falas.
- Fale e escreva na sua nova língua. Nem que seja com você mesmo.
- Quanto à pronúncia, preste atenção em filmes e músicas na sua nova língua e imite as pessoas.
- NÃO TENHA MEDO DE ESCREVER ERRADO. É impossível aprender sem errar.
- NÃO TENHA MEDO DE PRONUNCIAR ERRADO. É impossível aprender sem errar.
- Quando for corrigido, aceite humildemente a correção e aprenda com ela.
- Conheça bem a sua própria língua antes. Com isso, você fica mais preparado para aceitar um novo conjunto de regras gramaticais. (via Vy)
- Você nunca vai parar de aprender uma língua nova. Lembre-se de que você ainda não parou de aprender português.
- Divirta-se. Sempre.
Conclusão
Essas dicas valem para todas as línguas, mas é obviamente mais fácil aprender inglês, já que ele é onipresente à nossa volta.
Para mim, funcionou com o italiano porque eu tenho um interesse pessoal muito grande nessa língua, mas precisei de dois anos de aula particular. Funcionou mais ou menos com o francês porque é minha habilitação na faculdade, mas né, foram 4 anos de intensivo de aulas de língua e mais várias aulas ministradas em francês; e mesmo tendo morado mais tempo na França do que nos EUA, não falo francês tão bem quanto falo inglês. Não funcionou com o alemão porque meu interesse não era tão grande. Com o espanhol, para mim nunca funcionou porque nunca gostei da língua, mas com a presença que ela tem no Brasil e no mundo, além é claro da semelhança monstruosa com o português, acredito que esse método deva funcionar perfeitamente para quem é apaixonado por algum país hispanofone!
Quer dizer, depende só de você. Mas você também pode pedir ajuda pra MT, se quiser :) É só escrever para mariatherezama@gmail.com.
July 29, 2010 15:49
Inglês da Vida Real – Perdedores
Aula 2 – Perdedores
Capítulo 1 – Introdução
Não é super legal chamar alguém de perdedor? Não é uma sensação ótima estar por cima? É, não é? E mais legal ainda é cometer tal humilhação de forma muito mais descolada imitando os seriados americanos, certo?
Capítulo 2 – Correção
Acontece que se você xingar muito no Twitter escrevendo looser, aí, meu amigo, o jogo vira e o perdedor é você.
Sabe por quê? Porque o certo é
LOSER.
Michael Moore vai explicar melhor:

Vamos recapitular:
Looser – errado
Loser – correto
Capítulo 3 – Como assim?
Por que tanta gente escreve looser se o certo é loser?
Em inglês acontece um fenômeno super legal pra quem está aprendendo (NOT!), que são palavras com significados diferentes, porém com o mesmo som. Essas palavras são chamadas homophones. (Não confundir com homophobes = homofóbicos.) Homophones que, além de significarem outra coisa, são escritos diferentemente, também podem ser chamados de heterographs.
Para exemplificar melhor no contexto, observem estas duas palavras:
Lose = verbo perder
Loose = adjetivo “largo, solto”
Note que as palavras têm exatamente o mesmo som, porém são escritas de forma diferente e possuem significados diferentes. Logo, são homophones e heterographs. Agora, notem as derivações:
Loser = perdedor
Looser = mais largo, mais solto
Dá pra fazer um trocadilho super legal com isso. Looser pants significa “calças mais largas”, enquanto que loser pants significa “calças de perdedor”. Quem perdeu peso (um grande perdedor) tem tanto looser pants quanto loser pants. Hãn hãn?
Boa essa, hein? Show de bola.
Conclusão
Muito cuidado ao xingar os outros de loser no Twitter. Se você xingar de looser, o perdedor pode ser você.
Fontes: Wikipedia
Tem alguma pergunta sobre inglês? Pergunte para a MT!
Clique em “Leia Mais” para ver um bônus sobre homophones.
July 22, 2010 18:51
Os frutos das viagens
Hoje saí de casa vestindo uma sandália que comprei no Brasil; calça, camiseta, colete e um par de brincos que comprei na França; dois pares de brincos que comprei nos Estados Unidos; colar que comprei no Paraguai (muamba); uma pulseira que comprei na Turquia; uma pulseira que me trouxeram da Índia; e bolsa que comprei na Alemanha.

Achei luxo. Achei poder. Isso porque não estou nem contando onde essas coisas foram fabricadas.
July 14, 2010 21:56
Inglês da Vida Real com MT
Postei a seguinte micro-aula no meu twitter e achei uma boa passar pra cá, já que se trata de um assunto de extrema relevância e é uma informação imprescindível a todos que querem parar de passar vergonha com um inglês improvisado.
Aula 1 – Insultos a pessoas do sexo feminino
Capítulo 1
O conhecido termo bitch é usado erroneamente em terras tupiniquins. Por aqui, chamar alguém de bitch é insinuar que a pessoa faz sexo por dinheiro ou que dá para qualquer um. Na realidade, não é bem assim.
A tradução literal do termo é cadela, a fêmea do cão. Daí vem a origem do termo, que no século XIV relacionava bitch com puta graças à ideia da cadela no cio.
Hoje em dia, bitch é uma mulher escrota e filha da puta, não a puta em si. A bitch age pelo simples e puro prazer de foder (no sentido figurado) com os outros, e em geral é uma mulher que intimida os homens e é odiada por outras mulheres.

No mundo do rap e do hip-hop, bitch é um termo frequentemente usado para se referir a qualquer mulher. Mas né, bom senso, minha gente. Na foto, a rapper Nicki Minaj.
Além disso, quando aplicado a um homem, bitch vira um termo pejorativo para um subordinado. No caso, bitch pode significar desde um namorado que come na sua mão até um indivíduo que foi preso e virou mulherzinha na cadeia.
Capítulo 2
Como fazer então para insultar de maneira globalizada aquela piriguete do seu trabalho? Os termos mais usados nos Estados Unidos para uma mulher de pouca moral são, entre tantos outros:
whore, hoe, slut, skank, tramp, etc.
Xingamento é a categoria mais rica do léxico de qualquer língua, você pode até inventar o seu próprio na hora da raiva e do descontrole!
Capítulo 3
Os termos que você aprendeu no Capítulo 2 designam mulheres que fornecem a outrem porque gostam, não porque são pagas como as profissionais do sexo. Estas últimas são comum e pejorativamente conhecidas como hookers. Um rapaz prestes a perder a virgindade em um estabelecimento de baixo calão jamais dirá que vai pegar uma tramp ou slut, ele dirá que vai pegar uma hooker. Whore e hoe também são aceitos aqui.
Ex.: Fuck yeah, let’s go pick up some hookers. = “É, vamo lá, vamo lá, vamo pegar umas puta.” (Robin para Batman, na obra prima Bátima Feira da Fruta)
Conclusão
O intuito dessa aulinha foi ensinar as pessoas a nunca mais chamar uma dadeira ou uma puta de bitch. Isso vai demonstrar elegância no trato da língua inglesa.
Fontes: Os sempre confiabilíssimos Wikipedia e Urban Dictionary.
Tem alguma pergunta sobre inglês? Pergunte para a MT!
July 10, 2010 19:46
A Província
Essa minha estadia em Ponta Grossa (interior do PR) antes de voltar para Curitiba não estava me parecendo de todo ruim, até que, semana passada, fui passear com meu irmão no Shopping Palladium. Em Ponta Grossa, o shopping é um dos maiores pontos de encontro, ou opção de passeio quando não se tem outra coisa pra fazer. Isso, junto com o fato de ser uma cidade pequena, torna natural que as pessoas se esbarrem por lá.
Eu tento sempre evitar pessoas conhecidas dos meus problemáticos anos de colégio, então raramente encontro algum conhecido, mas meu irmão é uma daquelas pessoas com um talento natural para ser vereador, então andar com ele é sinônimo de parar a cada dois passos para cumprimentar alguém.
Semana passada não foi diferente. Uma das pessoas que encontramos era uma menina que fez cursinho com ele e passou em Publicidade em uma universidade de Curitiba. Bem arrumada, vestida com uma elegância básica, falava bonito. Conversei um bom tempo com ela sobre estágios, agências, o trabalho dela, meu trabalho, blablabla. Logo chegou uma amiga em comum dessa menina e do meu irmão, toda descabelada, com aquele típico uniforme tênis-de-corrida-e-barriga-de-fora, perguntando com o R mais retroflexo e a entonação mais cantada do mundo: “E aí, Comédia, foi no arraiá universitário?”
Então me bateu uma depressão por estar vendo tão claramente a diferença entre a província e a capital. E logo depois fiquei feliz por estar voltando pra Curitiba e ter outras opções além do arraiá universitário.




