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Intercâmbio: A síndrome do primeiro dia

Por Maria Thereza M.A., em 23/03/2012 às 16:07. Arquivado em: Viagens. Com as tags .

É com muita alegria e ansiedade que venho contar para vocês que em breve estarei partindo para meu quarto intercâmbio. Vou novamente trabalhar no Walt Disney World, mas em um programa diferente – você pode ficar por dentro de tudo no meu blog Disney.

Com isso, e com a ansiedade rugindo a pouco mais de dois meses da viagem (embarco dia 31/05), pus-me a pensar  em um aspecto muito pouco abordado dos intercâmbios: o primeiro dia.

Meu primeiro intercâmbio foi um semestre de High School, em 2004, numa belíssima cidadezinha de 14.000 habitantes chamada Camas, na fronteira entre os estados de Washington e Oregon, nos EUA. Ganhei uma bolsa da agência World Study, que fez um ótimo trabalho de preparação pré-embarque com todos os adolescentes que iam fazer intercâmbio para os Estados Unidos naquela época. Eles cobriram tudo, desde problemas de bullying na escola (numa época em que bullying nem estava na moda) até dicas para se adaptar bem com a família hospedeira. Mas nada, nada do que eles disseram nas extensivas palestras com atividades em grupo e relatos de ex-intercambistas me preparou para aquele sentimento de primeiro dia.

Porque desde o começo do nascimento da ideia de fazer um intercâmbio, passando pela aprovação e patrocínio dos pais, a efetiva escolha do país/cidade e da agência de intercâmbio, compra de passagens, requisição de visto, arrumação de mala, até a sua festa de despedida, é uma ansiedade sem fim. Você pesquisa à exaustão tudo o que se tem para saber sobre a cidade onde vai morar, conversa pela internet com sua futura família, pensa em presentes para levar e tenta não entupir demais a mala. Você sempre imagina como será seu intercâmbio, seus amigos, sua vida, mas é difícil imaginar como tudo vai começar.

Meu primeiro dia no primeiro intercâmbio foi terrível, e imagino que todos sejam. Você chega no aeroporto e ainda tá tudo lindo, você ainda tá naquela animação da viagem. Aí você encontra a família hospedeira, e eles te levam num carro estranho para uma casa linda, e aí tudo começa a ficar esquisito. De repente, você está sentado na sala de estar, rodeado de pessoas que só têm as melhores intenções, mas que ainda assim são pessoas estranhas, e você se sente a visita mais incoveniente do mundo, e se sente ainda mais desconfortável quando percebe que vai ter que se esforçar para se tornar um deles, afinal essas pessoas vão ser sua família agora, e você vai precisar ficar lá por no mínimo seis meses porque voltar pra casa da mamãe naquele exato instante seria vergonhoso demais. Depois você toma banho naquele banheiro novo e vai dormir naquela cama estranha, e acorda no outro dia ainda se sentindo uma visita, e todos te tratando com a maior naturalidade como se nada disso fosse estranho para eles também, vão te falando “pode pegar o que quiser da geladeira, aqui é a máquina de lavar louça, se quiser pode ligar a TV e ver um filme, tem vários livros nessa estante também”. E você ainda se sente desconfortável em abrir a geladeira na casa dos outros, mas vai lá e abre mesmo assim porque vai ter que abrir mais cedo ou mais tarde, e vem aquela sensação de aventura de desobedecer regras sociais douradas tipo a da geladeira (fuck the police), e de repente tudo passa e quando você percebe, já é um deles. Mas até passar, é muito desconfortável. Desconfortável é a palavra da vez.

No último dia, todos querem assinar sua bandeira e você quer abraçar a todos. Bem diferente do PRIMEIRO dia...

Achei que isso fosse probleminha da minha cabeça adolescente ansiosa, até que chegou meu primeiro dia na Disney, em 2008. Lá você não tem uma família hospedeira, tem companheiros de quarto, ou roommates, e estes são escolhidos pela Disney em sua infinita sabedoria. Você chega no condomínio, te dão um número de apartamento, uma chave e um te vira negona.

Entrei no Patterson Court 12205, meu primeiro apartamento, e ele estava novinho e limpinho e brilhando. Pensei que tinha tirado a sorte grande e seria a primeira a chegar num apartamento de seis pessoas, mas aí uma americana me ouviu chegando e apareceu na sala pra se apresentar. Falou que o apê já estava ocupado por quatro americanas que moravam lá há quatro meses e que uma brasileira tinha chegado no dia anterior e estava dividindo o quarto com ela, o que deixava para mim só o quarto que restou, que segundo ela era dividido com a moça mais, digamos, “popular” da casa. Ninguém mais estava em casa além dela, então quando deixei minhas coisas e corri para o pátio do condomínio, imaginar como seriam as outras me deu três tipos de suadouro. Encontrei uma amiga que tinha vindo comigo e ficou em outro apartamento, e ela vinha desesperada pelo pátio contando que só o que ela conseguia pensar era “o que estou fazendo aqui?” Ela teve a mesma sensação de estranheza e desconforto que eu tive no primeiro intercâmbio.

Aparentemente, esta foi a primeira foto que decidi tirar assim que cheguei no condomínio na Disney

Quase um ano depois, já macaca velha de viagem, cheguei em Lyon e o sofrimento do primeiro dia se repetiu. Eu havia alugado um quarto no apartamento de uma tiazona marroquina que morava sozinha e tive a doce ilusão de que isso daria certo. Qual não foi o meu terror ao ver que, além de eu me sentir desconfortável por ser a visita mais inconveniente do mundo, ainda por cima o apartamento era caidasso e a mulher, apesar de ter as melhores intenções, tinha hábitos completamente diferentes dos meus. Tenso. Depois consegui felizmente me mudar para uma residência estudantil, que era o que eu mais queria desde todo o início do processo.

Uma vez que o primeiro dia tinha sido tão traumático, no segundo dia fiz de tudo para ficar na rua o máximo possível e não ter de voltar praquela casa estranha. Inclusive comer pizza na praça e tomar vinho em copo de plástico.

Para este próximo intercâmbio, tenho certeza de que vou chegar achando que estou em casa, sendo que já fui pra lá uma vez, mas na hora H do primeiro dia vou me sentir igualmente horrível.

Para aqueles que ainda pretendem fazer um intercâmbio na vida, fiquem preparados: vocês jamais estarão preparados para o que vão sentir no primeiro dia. O último dia, quando você sabe que vai estar triste por ir embora e deixar todos os seus amigos novos, ainda é fichinha perto do primeiro. Boa sorte!

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O que eu mais gosto em viagens

Por Maria Thereza M.A., em 22/03/2012 às 20:28. Arquivado em: Viagens.

  • A parte do planejamento antes de ir
  • Descobrir sem querer algum lugar incrível
  • Fazer amigos
  • Quando os amigos novos indicam algo para ver ou fazer que eu não sabia e acaba sendo o máximo
  • Quando as fotos ficam boas
  • Ter tempo pra perder à vontade
  • Comer bem
  • Fazer coisas que os nativos fazem
  • Ver o que tem de diferente no supermercado
  • Sair da rota estabelecida e ver que isso foi uma boa escolha
  • Mostrar as fotos pros outros depois

Não necessariamente nessa ordem, e não necessariamente apenas isso. E vocês, quais são as coisas que vocês mais gostam quando viajam?

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Pôsteres de viagem para gente preguiçosa

Por Maria Thereza M.A., em 18/03/2012 às 15:41. Arquivado em: Viagens. Com as tags , .

Estes pôsteres de Caldwell Tanner não são o máximo? Praqueles dias em que nada parece mais promissor ou divertido do que a sua própria casa!

“Um lembrete da agência de viagens TÁ CHOVENDO E SUA BANDA É UM LIXO”

“Travel Posters for Lazy People” by Caldwell Tanner – CollegeHumor Article.

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Diário de viagem: Paris, réveillon 2009/2010

Por Maria Thereza M.A., em 4/03/2012 às 4:18. Arquivado em: Viagens. Com as tags , , , , .

Um ano morando em Lyon. Eu tinha uma lista de coisas que eu queria fazer, e passar o Ano Novo em Paris estava entre essas coisas. Assim, desde cedo comecei a chamar os amigos. Alguns diziam que iam, outros que iam ver, outros que Paris era palha e o melhor lugar para o Ano Novo era Barcelona, e outros ainda que tinham amigos morando lá ou visitando naquela época. Então acabou que quase todo mundo que eu conhecia em Lyon foi pra Paris no Ano Novo, cada um fazendo a sua própria viagem mas ainda assim uns conseguindo encontrar os outros em algum momento.

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Diário de Viagem: Acampamento na Ilha do Mel

Por Maria Thereza M.A., em 28/02/2012 às 22:08. Arquivado em: Viagens. Com as tags , .

Este Carnaval resolvi fazer algo de diferente… Na verdade, todas as pousadas da ilha estavam lotadas e/ou inflacionadas para essa época, então eu e meus amigos achamos que seria uma boa oportunidade para experimentar um tipo barato e aventureiro de viagem: acampamento. No final, nosso amigo desistiu e acabei indo só com uma amiga que morou na França na mesma residência que eu, a Patrícia. Veja toda a longuíssima história e fotos no “Continue lendo”.

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Como é difícil falar espanhol

Por Maria Thereza M.A., em 24/02/2012 às 18:01. Arquivado em: Tradução. Com as tags , .

Minha nova empreitada é aprender espanhol. Nunca tive vontade de aprender antes porque achava uma língua feia, mas aí não sei se cresci ou o que foi que aconteceu, porque de um dia para o outro passei a achar linda. E agora quero demais aprender.

Esses dois irmãos colombianos, Juan Andrés e Nicolás, fizeram essa música divertida tirando sarro das diferenças da língua nos diversos países onde ela é falada, as saias justas que isso pode gerar, e até cantando com sotaque americanizado.

Um dia eu saberei espanhol tão bem quanto inglês e entenderei todas as piadas e rirei muito deste vídeo. Hoje entendi uma coisa ou outra naquele meu nível Portuñol Avançado II e achei engraçadinho. Dá uma olhada:

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Manual de pronúncia

Por Maria Thereza M.A., em 24/02/2012 às 0:51. Arquivado em: Inglês da Vida Real. Com as tags .

Um dos canais de youtube mais engraçados e nonsense dos últimos tempos da última semana. Pronúncias zoadas. Destaque para a pronúncia de february, desafio este que já tirou o sono de muito professor de inglês:

Só para constar: a pronúncia correta soa algo como [fe.biu.'e.ri].

E como se fala?

Existe também um canal sério, o PronunciationBook, que traz as pronúncias de verdade de várias palavras e expressões. É muito interessante porque, além de palavras correntes da língua, ele traz também palavras estrangeiras e como elas são pronunciadas em inglês, e também nomes estranhos de marcas ou lugares. Utilíssimo pra quem está aprendendo e tem dúvidas!

 

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Voltei a correr

Por Maria Thereza M.A., em 27/01/2012 às 13:40. Arquivado em: Outros. Com as tags .

ENDORFINA

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Voltar pro Brasil

Por Maria Thereza M.A., em 23/01/2012 às 20:35. Arquivado em: Viagens.

Li no blog Coisa Parecida um texto da Glenda Dimuro sobre por que é tão difícil voltar pro Brasil uma vez que você mora fora. Primeiro, recomendo muito a leitura do texto porque isso é exatamente do que eu estava falando no post sobre os viajantes e essas diferenças culturais. Segundo, queria adicionar alguns comentários e exemplos.

Temos uma tendência a reduzir a noção de cultura a coisas tangíveis como comer acarajé na Bahia, tirar os sapatos pra entrar em casa no Japão, e outros costumes em geral. Também tendemos a comparar fatores de qualidade de vida em diferentes países, como violência, escolaridade etc. Mas raramente paramos pra pensar nos valores e perspectivas que cada cultura traz, como fez a Glenda falando sobre a Espanha. O trecho que mais me chamou a atenção, devido à minha própria experiência, foi este:

Aprendi a ser tolerante, a respeitar mais as diferenças, a descobrir a diversidade de raças, culturas, estilos de vida e pensamento muito diferentes dos nossos, brasileiros, muitas vezes machistas, egoístas e hipócritas (como também já foi citado nos posts dos meus colegas de Brasil com Z). Aprendi que viver no mesmo edifício que o motorista do caminhão de lixo e comer no mesmo restaurante da faxineira da piscina é uma coisa absolutamente normal. Aprendi a respeitar famílias com dois pais, duas mães e até duas mães e um pai, a não falar mal de uma mulher escabelada na padaria, a não ficar horrorizada com um «modelito» fora do «normal». Aprendi que o normal pode ser qualquer coisa, que cada pessoa é um mundo e que cada um de nós cuida do seu próprio mundo pessoal, sem precisar de aparências ou máscaras.

Meus melhores amigos na França eram também curitibanos, portanto temos base de comparação. Quando voltamos, passamos a discutir como era possível viver bem por lá ganhando menos da metade do salário mínimo francês, enquanto aqui vivemos na pinduca ganhando mais de quatro salários mínimos. Não quero aqui entrar em detalhes socioeconômicos, mas chegamos à conclusão de que era uma questão cultural.

Um exemplo de que gosto muito é uma noitada. Na França, nossas baladas básicas de toda semana geralmente corriam assim: cada um colocava uma roupa só um pouquinho melhor do que a que usou pra passar o dia; tomávamos algum vinho ou cerveja antes de sair; íamos pro bar de metrô; entrávamos no bar de graça; bebíamos pouco no bar pra economizar; voltávamos de metrô, se ainda estivesse cedo, ou de bicicleta ou a pé se o metrô já tivesse fechado. E não fazíamos nada disso só porque éramos estudantes pobres; quer dizer, éramos, mas todo mundo também fazia isso. Aqui isso não acontece, a começar pelo transporte. É possível, sim, ir para a balada de ônibus, mas é socialmente aceitável? Não. Aqui, quem não tem carro precisa mendigar caronas ou pagar um taxi, não importa se são 11 da noite ou 7 da tarde. Depois, estão ficando cada vez mais raros os lugares que não cobram entrada ou ao menos uma consumação. Sem contar as roupas, aqui você sai e vê todo mundo igual, meninos de polo e meninas de vestido bandage, e ai de você se aparecer de camiseta e tênis em balada que não seja alternativa. E na hora de ir embora? Voltar a pé é simplesmente impensável e bicicleta é considerada coisa de bicho grilo, você precisa pagar táxi se não tem carro nem carona. Com tudo isso somado, o valor médio de 5-10 euros que gastávamos lá por noite, aqui sobe para 30-50 reais.

E a questão do carro? Eu conhecia uma pessoa que tinha carro na França. Aqui, todos os meus amigos têm, sendo que aqui qualquer carro e sua manutenção custa no mínimo o dobro do que lá. Por que isso acontece? Porque as pessoas se sentem mais seguras? Acredito que não, acredito que também seja algo cultural. O brasileiro jamais vai trocar o carro pelo transporte público ou pela bicicleta, como ocorre na França; não porque o transporte público aqui seja muito pior ou menos seguro ou mais lotado do que lá, na hora do rush é tudo igual, mas sim porque ter carro é status. Porque todo moleque de 17 anos tá contando os dias pra tirar a carteira e ter seu veículo pra levar as menininhas pra passear. Não que haja algo errado com isso, afinal isso ocorre porque o moleque de 17 anos, assim como a esmagadora maioria da população, está com essa noção de aceitação social enraizada em si desde pequeno.

Meu objetivo não é advogar que os valores dos brasileiros são errados e os dos franceses são corretos, nem fazer pouco caso dos motivos (desigualdade, violência, educação etc.) que possam levar à criação desses valores. Todos eles são ideias pré-concebidas que vão sendo passadas de geração em geração ad eternum sem que as pessoas nem parem pra pensar sobre eles; são extremamente difíceis de mudar num nível coletivo e variam de acordo com cada cultura. Quando você mora fora e, enquanto indivíduo, se identifica mais com os valores de uma cultura estrangeira do que com os que você consumiu desde pequeno, aí realmente fica muito díficil voltar.

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Música latina na França

Por Maria Thereza M.A., em 22/01/2012 às 4:07. Arquivado em: França. Com as tags , , , .

Outra coisa que achei bacana de contar em retrospecto, além das viagens, são algumas coisas da França que na época eu estava ocupada demais ou achava normal demais para contar, e que agora vou lembrando.

Uma delas era a moda da salsa. Salsa estava MUITO na moda em 2009/2010. Tanto que havia baladas exclusivas de salsa em todo lugar, e quase toda balada que se prezasse tinha ao menos uma noite da semana dedicada à salsa. Eu achava isso bizarríssimo porque aqui no Brasil salsa é meio coisa de tiozão em formatura e casamento, e lá era muito coisa de jovem. Mesmo depois de voltar pro Brasil, conheci um francês que queria dançar salsa comigo na balada enquanto tocava Britney Spears.

Eu nunca fui das melhores dançarinas, mas foi divertido aprender ao menos o básico, o suficiente para conseguir acompanhar um cavalheiro e não fazer feio na hora que tocava salsa na balada ou na festa na casa de alguém (sempre tocava). A febre era tanta que o curso de salsa era um dos mais concorridos das atividades extracurriculares da universidade, mas todo mundo sabia dançar e podia ensinar uns passinhos.

Na noite da salsa geralmente tocava também merengue e, às vezes, bachata. A bachata já é um nível acima na escala de latinidade sensual, tanto que um dos maiores conceitos criados por eu e meus amigos (tínhamos muitos) era o de dizer que alguém tem “a bachata” em vez de dizer que tem “a pegada”. Precisa ter muita pegada pra dançar bachata direito. Procure no YouTube.

Uma vez fomos na noite da salsa em uma balada perto de casa, o Ninkasi. Foi muito legal porque todo mundo tirava todo mundo pra dançar, só ficava na parede quem quisesse. Nisso eu acabei dançando com um velhinho que me corrigia por eu dizer “ouais” em vez de “oui”, e minha amiga acabou dançando com um rapaz de calça branca sob a qual transparecia o fio dental preto, entre outras coisas estranhas. Mas a mais estranha de todas as coisas naquela noite foi a associação que fizeram de salsa com latinidade com brasilidade com axé. Começou a tocar a dança da mãozinha, todo mundo se organizou em filas e todo mundo fez a coreografia certinha, menos nós, os brasileiros. Tocou uns 5 axé e todo mundo sabia todas as coreografias, menos a gente. Tinha um instrutor de axé presente no local. Surreal.

Deixo pra vocês a melhor bachata de todos os tempos, pra vocês entrarem no clima:

E, porque eu me empolguei, também a segunda melhor bachata de todos os tempos, a única que tocavam em todas as festas, e em cujo clipe aparece a dança:

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