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Rivella: o refrigerante de leite

Por Maria Thereza M.A., em 2/05/2010 às 23:25. Arquivado em: Outros.

Estive na Suíça no fim de semana só porque eu tinha que ir pra Suíça, sendo que Genebra fica a duas horas de Lyon, a mesma distância que Ponta Grossa – Curitiba. A cultura e as pessoas na parte francesa são bem… francesas. O que me surpreendeu na Suíça foi a comida.

Chocolate, ok, como Lindt com uma certa frequência aqui na França. Queijo suíço, ok, um clássico. Agora eu nunca tinha visto presunto de boi. Também não comi porque acabou não dando tempo de comprar. O que eu comi foi um sanduíche no McDonald’s (uma das minhas tradições em viagens é experimentar o sanduíche local – sim, o menu muda em cada país) chamado McBerna que vinha num pão preto e continha hambúrguer, bacon, queijo suíço e UMA BATATA SUÍÇA. Sério. Só faltou ter Lindt e um krep’s suíço – ou um krep’s suíço de Lindt! – dentro pra ser mais nacionalista.

Gustavo, que passara o Natal em Basel com amigos familiarizando-se com a gastronomia suíça, voltara contando de um certo refrigerante de leite que o pessoal toma por lá. Na minha vez de visitar nosso vizinho neutro, óbvio que eu queria tomar esse troço. Só achamos pra comprar na estação de trem, na hora de ir embora, e a emoção foi grande.

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Guardei para apreciar em casa, com calma, essa que prometia ser uma das coisas mais estranhas que comi por aqui. Antes do review, um pouco da história do negócio.

Rivella é considerada a bebida nacional e é feita de soro de leite, que é o que sobra do leite no processo de fabricação do queijo e vai na bebida a uma concentração de 35%. Além do soro do leite, a bebida contém açúcares e aromas naturais de frutas. O negócio é considerado super saudável porque é uma bebida gasosa que não tem conservantes nem colorantes e, por causa do soro do leite, contem mineirais e proteínas. Foi a primeira bebida a ser comercializada em uma versão light na Europa (em 1959!) e, como as coca-colas da vida, tem diversas versões: uma light, uma com chá verde e uma sem lactose (oi?) e com um extrato de soja no lugar do soro de leite.

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Tampinha nacionalista

Ok, experimentando.

Primeiramente, com a garrafa marronzinha, não dava pra ver a cor. A cor é um negócio importante em refrigerantes. Eu só tomava a Fanta Morango (edição especial) porque era MUITO pink.

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Botei no copo e achei meio com cor de mijo Red Bull.

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Achei que seria meio leitoso, tipo um Yakult, então a cor me surpreendeu. O cheiro é meio seco e azedinho, não deu pra decifrar muito a partir daí.

Finalmente, tomei um gole, fiz bochecho e cuspi. Primeiro achei com gosto de Jägerbomb, que aqui na França virou meu drink preferido (Red Bull com um submarino de Jägermeister), mas vamos dizer que tem gosto de Red Bull. Num blind test eu jamais diria que isso é feito de leite. O retrogosto é o que mais lembra leite, parece o gosto que fica depois que você come um queijo de minas.

Veredicto: BOM DEMAIS. Ideal pra misturar no uísque sem morte súbita (referência àquele e-mail conspiratório e estragaprazeres). Decepcionou, porém, por ser mais gostoso do que bizarro.

Clique no “leia mais” para ver um bônus legalzinho só porque eu pensei em Jägerbomb :)

1 comentário

  1. Igor Faria

    3/05/2010 às 00:16

    Jägerbomb. Anotado para a próxima festa de virada de ano! :D

    E Rivella ta anotado pra próxima vez que eu for na Suíça (oi? nunca, talvez?).

    ;)

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