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Música latina na França

Por Maria Thereza M.A., em 22/01/2012 às 4:07. Arquivado em: França. Com as tags , , , .

Outra coisa que achei bacana de contar em retrospecto, além das viagens, são algumas coisas da França que na época eu estava ocupada demais ou achava normal demais para contar, e que agora vou lembrando.

Uma delas era a moda da salsa. Salsa estava MUITO na moda em 2009/2010. Tanto que havia baladas exclusivas de salsa em todo lugar, e quase toda balada que se prezasse tinha ao menos uma noite da semana dedicada à salsa. Eu achava isso bizarríssimo porque aqui no Brasil salsa é meio coisa de tiozão em formatura e casamento, e lá era muito coisa de jovem. Mesmo depois de voltar pro Brasil, conheci um francês que queria dançar salsa comigo na balada enquanto tocava Britney Spears.

Eu nunca fui das melhores dançarinas, mas foi divertido aprender ao menos o básico, o suficiente para conseguir acompanhar um cavalheiro e não fazer feio na hora que tocava salsa na balada ou na festa na casa de alguém (sempre tocava). A febre era tanta que o curso de salsa era um dos mais concorridos das atividades extracurriculares da universidade, mas todo mundo sabia dançar e podia ensinar uns passinhos.

Na noite da salsa geralmente tocava também merengue e, às vezes, bachata. A bachata já é um nível acima na escala de latinidade sensual, tanto que um dos maiores conceitos criados por eu e meus amigos (tínhamos muitos) era o de dizer que alguém tem “a bachata” em vez de dizer que tem “a pegada”. Precisa ter muita pegada pra dançar bachata direito. Procure no YouTube.

Uma vez fomos na noite da salsa em uma balada perto de casa, o Ninkasi. Foi muito legal porque todo mundo tirava todo mundo pra dançar, só ficava na parede quem quisesse. Nisso eu acabei dançando com um velhinho que me corrigia por eu dizer “ouais” em vez de “oui”, e minha amiga acabou dançando com um rapaz de calça branca sob a qual transparecia o fio dental preto, entre outras coisas estranhas. Mas a mais estranha de todas as coisas naquela noite foi a associação que fizeram de salsa com latinidade com brasilidade com axé. Começou a tocar a dança da mãozinha, todo mundo se organizou em filas e todo mundo fez a coreografia certinha, menos nós, os brasileiros. Tocou uns 5 axé e todo mundo sabia todas as coreografias, menos a gente. Tinha um instrutor de axé presente no local. Surreal.

Deixo pra vocês a melhor bachata de todos os tempos, pra vocês entrarem no clima:

E, porque eu me empolguei, também a segunda melhor bachata de todos os tempos, a única que tocavam em todas as festas, e em cujo clipe aparece a dança:

1 comentário

  1. Jean

    23/01/2012 às 20:17

    E pensar que tenho essa duas músicas aqui em casa!!!!!

    Responder

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