Arquivo da categoria ‘França’
Os anos 70 mandaram um beijo
Por Maria Thereza M.A., em 19/04/2010 às 21:26. Arquivado em: França. Com as tags Estilo.
Por aqui anda uma modinha de usar uma cordinha na testa igual índio/hippie.
Pois bem.
Sábado de sol, picnic no Parc de la Tête d’Or organizado pela galera da residência, muitas florzinhas disponíveis e invejinha – outro dia fui no parque e vi uma menina com uma coroa de flores linda que ela tinha feito na hora, quis fazer também. Deu nisso:
Só que eu trichei na coroa de flores e fiz uma coroa de grama pra depois enfiar flores no meio porque era mais fácil. Mas tá valendo.
Aqui tem um tutorial de como fazer uma tiara de flores decente, mas não consegui achar esse tipo de flor:
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Bric à Brac – Achados de um brechó francês
Por Maria Thereza M.A., em 14/04/2010 às 22:00. Arquivado em: França. Com as tags brechó, Estilo.
Este post está mais pra dica pra quem vem pra Lyon, e pra eu mostrar os novos integrantes primavera-verão do meu guardarroupa. Se bem que quase tudo dá pra usar no inverno. Enfim.
Existem várias instituições aqui que são salvação da pobraiada classe estudantil. Exemplos clássicos são os supermercados Lidl e Leader Price (este último só vende sua própria marca de descontos), e claro, a famosa “marca do joinha” – uma marca conhecida por não estampar seu nome nos produtos, só o glorioso símbolo do joinha e, claro, ser baratérrima. Ver queijos e salames da marca do joinha na prateleira é a salvação de qualquer piquenique.

Marca Joinha: Tá tudo bem agora
Uma dessas instituições, porém, é menos capitalista: o bazar do foyer Notre-Dame des Sans-Abri. Funciona como o bazar do cacareco da sua cidade: as pessoas doam suas coisas usadas, o bazar vende a um preço super barato e a renda vai para o abrigo dos sem-teto.
Aqui em Lyon tem várias unidades e inclusive uma “megastore”. É onde os estudantes estrangeiros compram pratos e talheres para equipar seus quartos nas residências, já que são coisas que não vão voltar pra casa com eles, então não vale a pena pagar (mais) caro em coisas da Ikea, por exemplo.
Obviamente, lá também vende roupa. Não tenho o hábito de comprar roupa em brechó no Brasil, mas chegando aqui foi só dar uma garimpadinha pra achar coisas boas e baratinhas. O Bric à Brac foi útil principalmente no inverno, vários pullovers básicos e fofos pra usar por baixo do manteau, entre 1 e 4 euros. Quem veio do nordeste regiões mais quentes do Brasil e não tinha um mísero cachecol em casa se jogou nos casacos e lãs.
Achados do dia
Hoje foi dia de ir à caça de itens de verão, já que eu queria um short novo mas não estava a fim de gastar 10-20 euros numa H&M da vida sem antes dar aquela garimpada. Perdoe a má iluminação:
Lenço sem marca: 1 euro
Saia Phildar: 1,50 euro
Saia Camaïeu: 1,50 euro
Short NafNaf: 2 euros
Bolsa sem marca: 0,50 euro (ela veio no plástico, novinha)
Cinto sem marca: 1 euro
Livros: 1 euro cada
Camaïeu e Phildar são lojas de departamento, msa NafNaf é coisa fina. E nessa megastore tem muito mais coisa além de roupas e acessórios. Vai desde acessórios de esqui e os próprios esquis até móveis, passando por uma seção de brinquedos incrível e uma seção de VHS que estou só esperando chegar mais perto de voltar pra comprar vários clássicos Disney dublados em francês a 3 por 1 euro.
Pra quem vai pra Lyon, vale a visita, não deixa de ser divertido.
Porém, como bem lembrou Patrícia, de nada adianta economizar no Bric à Brac pra depois pagar excesso de bagagem – metade das coisas que eu trouxe do Brasil e todas as coisas de cozinha/casa que comprei aqui vão ficar por lá mesmo. É o ciclo da vida.
Serviço: Foyer Notre-Dame des Sans-Abri
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O capeta é erasmus
Por Maria Thereza M.A., em 9/04/2010 às 16:22. Arquivado em: França.
Ontem, quando voltávamos da balada de vélo, Gustavo caiu e quebrou os dois dentes da frente, além de ganhar cortes feios no lábio e no queixo. Levamos pro pronto-socorro, onde ele ganhou pontos enquanto eu e Patrícia conversávamos com um velhinho ex-presidiário que já morou em Portugal e dizia ter tatuagens mais bonitas que a minha.
A questão é: não ouço ninguém contando histórias como as da gente, nosso intercâmbio está encapetado?
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O peixe de abril
Por Maria Thereza M.A., em 1/04/2010 às 17:49. Arquivado em: França.
Na França, a grande piada do primeiro de abril é colar um peixe de papel nas costas de alguém sorrateiramente, pra pessoa ser publicamente chamada de orelha de burro cabeça de et PEIXE DE ABRIL (poisson d’avril) quando descobrir.

Meio besta, mas pelo menos é mais divertido que trollar a galera com Rick Roll.
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Franceses são muito dramáticos*
Por Maria Thereza M.A., em 1/04/2010 às 0:20. Arquivado em: França.
Eles não andam, eles marcham.
Eles não caem, eles tombam.
Eles não sobem, eles montam.
Eles não são solteiros, eles são celibatários.
E o mais legal, eles não têm despedida de solteiro, eles têm enterro da vida de moleque. Gênios.
*Só tem graça pra quem sabe um pouquinho de francês, désolée.
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DANE-SE A ROUPA PRA LAVAR
Por Maria Thereza M.A., em 23/03/2010 às 9:28. Arquivado em: França.
A PRIMAVERA CHEGOU
Mais uma coisa que aprendi na França foi a dar valor ao sol. Sério gente, tava nevando até o começo desse mês. Tava tenso. Agora tá fazendo sol e calor e eu tô até indo correr todo dia :D
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Aladdin francês
Por Maria Thereza M.A., em 21/03/2010 às 13:42. Arquivado em: França.
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St. Patrick’s Day 2010
Por Maria Thereza M.A., em 18/03/2010 às 12:07. Arquivado em: França. Com as tags st. patrick's.
A comunidade irlandesa do Vieux Lyon está em festa!
Ontem as ruas da região renascentista da cidade viraram bares ao ar livre lotados de gente, com a devida decoração laranja, branco e verde.

A comemoração por aqui tem o mesmo peso que no Brasil. É um 17 de março pra geral tomar cerveja em nome do cristianismo, se vestir de verde e brincar de irlandês, e não ocorre fora dos pubs irlandeses. A festa no Vieux Lyon (Velho Lyon) foi grande porque é uma região que concentra muitos bares irlandeses, além de ter ruas estreitas propícias de serem fechadas à circulação para fazer festa.
Nós somos elite e conseguimos realmente entrar no nosso pub irlandês preferido, onde a banda tocava U2 (que dedicaram pro Felipe aee) e outros covers, e onde distribuíam chapéus, óculos e perucas temáticas pra galera.

Claro, fomos de verde!
Depois de um tempo ficou impossível se mexer, respirar ou fazer xixi dentro do bar, então fomos pra casa do Damien, um amigo nosso que mora perto da Catedral St. Jean (ponto importante da cidade e principalmente do Vieux Lyon). Tomar cerveja, é claro.
Ah, tinha gente de kilt no metrô. E não era pouca.
(Meu orkut é aberto e lá tem mais fotos.)
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Shots de rum no porão de um navio pirata
Por Maria Thereza M.A., em 14/03/2010 às 14:33. Arquivado em: França. Com as tags festa.

Eraixmuix bucaneiro uhuuuu!
Algo de minimamente produtivo tem que sair desse ano. Nem que seja conhecer culturas caribenhas.
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Craque na bike
Por Maria Thereza M.A., em 13/03/2010 às 1:50. Arquivado em: França. Com as tags bicicleta.
Depois daquela primeira vez usando a vélo’v, o sistema de bicicletas públicas de Lyon, tive mais algumas experiências um tanto quanto traumáticas. Uma foi na Fête des Lumières, quase chorei porque simplesmente não tinha espaço pra passar com a bicicleta, de tanta gente na rua. Outra foi porque peguei uma bicicleta mais antiga e ela emperrava e eu não conseguia parar sem cair.
Depois disso, só voltava pra casa a pé, e quando quem me acompanhava sugeria vélo eu desconversava e convencia a caminhar. Ontem estava meio perto de casa e com preguiça de andar. Como a Maria Clara ia pegar vélo, resolvi pegar também, e foi muito tranquilo.
Estou pegando o jeito de andar nessas bicicletas maiores que eu. Mesmo na regulagem mais baixa do selim, não alcanço o pé no chão. Tenho que montar e não parar mais. Claro que ter mais destreza também ajuda a não ter que desmontar pra atravessar cruzamentos (era esse meu nível de medo) e a lidar melhor com o tráfego ao redor.
Hoje fui para a festa com um sapato novo, meu pé pediu arrego e vim embora mais cedo. Com o pé fodido, não rolava andar meia hora até em casa. Mesmo pegando o ônibus madrugueiro eu ia ter que andar muito. O que eu fiz? Peguei bicicleta, óbvio, pra não precisar pôr o pé no chão. Tipo, bicicleta era a melhor opção, pra ser melhor só na companhia da minha saudosa Bigui.
Sucesso da empreitada. Até pela rua eu vim, antes só andava pela calçada. Claro que o fato de ser de madrugada ajudou muito, sem carro e com pouquíssima gente passando na rua. Acho que ainda vai mais prática até eu me considerar um veículo parte integrante do tráfego. Ainda dependo muito da canaleta de ônibus não ter ônibus e da linha do bonde não ter bonde heh.
Pena que não tinha ninguém pra tirar foto, fiquei fofa na bicicleta. De casaco longo e salto, então, parecia uma holandesa.
Depois de estacionar a vélo fui obrigada a tomber les chaussures e vir descalça duas quadras porque não rolava. Aguardem notícias dos meus dedinhos do pé porque depois de serem esmagados no sapato acho que eles congelaram na rua, na boa.
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