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	<description>Egocentrismo criativo</description>
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		<title>Voltei a correr</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 16:32:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[corrida]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://memegenerator.net/instance/13713010"><img src='http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/01/13713010.jpg' alt='ENDORFINA' /></a></p>
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		<title>Voltar pro Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 23:48:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Li no blog Coisa Parecida um texto da Glenda Dimuro sobre por que é tão difícil voltar pro Brasil uma vez que você mora fora. Primeiro, recomendo muito a leitura do texto porque isso é exatamente do que eu estava falando no post sobre os viajantes e essas diferenças culturais. Segundo, queria adicionar alguns comentários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li no blog Coisa Parecida um texto da Glenda Dimuro sobre <a href="http://www.coisaparecida.com/2011/07/por-que-e-tao-dificil-ter-vontade-de-voltar-a-viver-no-brasil/">por que é tão difícil voltar pro Brasil</a> uma vez que você mora fora. Primeiro, recomendo muito a leitura do texto porque isso é exatamente do que eu estava falando no post sobre os <a title="O que acontece quando você viaja pelo Brasil com pouca grana" href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/01/19/o-que-acontece-quando-voce-viaja-pelo-brasil-com-pouca-grana/">viajantes</a> e essas diferenças culturais. Segundo, queria adicionar alguns comentários e exemplos.</p>
<p>Temos uma tendência a reduzir a noção de cultura a coisas tangíveis como comer acarajé na Bahia, tirar os sapatos pra entrar em casa no Japão, e outros costumes em geral. Também tendemos a comparar fatores de qualidade de vida em diferentes países, como violência, escolaridade etc. Mas raramente paramos pra pensar nos valores e perspectivas que cada cultura traz, como fez a Glenda falando sobre a Espanha. O trecho que mais me chamou a atenção, devido à minha própria experiência, foi este:</p>
<blockquote><p>Aprendi a ser tolerante, a respeitar mais as diferenças, a descobrir a diversidade de raças, culturas, estilos de vida e pensamento muito diferentes dos nossos, brasileiros, muitas vezes machistas, egoístas e hipócritas (como também já foi citado nos posts dos meus colegas de Brasil com Z). Aprendi que viver no mesmo edifício que o motorista do caminhão de lixo e comer no mesmo restaurante da faxineira da piscina é uma coisa absolutamente normal. Aprendi a respeitar famílias com dois pais, duas mães e até duas mães e um pai, a não falar mal de uma mulher escabelada na padaria, a não ficar horrorizada com um «modelito» fora do «normal». Aprendi que o normal pode ser qualquer coisa, que cada pessoa é um mundo e que cada um de nós cuida do seu próprio mundo pessoal, sem precisar de aparências ou máscaras.</p></blockquote>
<p>Meus melhores amigos na França eram também curitibanos, portanto temos base de comparação. Quando voltamos, passamos a discutir como era possível viver bem por lá ganhando menos da metade do salário mínimo francês, enquanto aqui vivemos na pinduca ganhando mais de quatro salários mínimos. Não quero aqui entrar em detalhes socioeconômicos, mas chegamos à conclusão de que era uma questão cultural.</p>
<p>Um exemplo de que gosto muito é uma noitada. Na França, nossas baladas básicas de toda semana geralmente corriam assim: cada um colocava uma roupa só um pouquinho melhor do que a que usou pra passar o dia; tomávamos algum vinho ou cerveja antes de sair; íamos pro bar de metrô; entrávamos no bar de graça; bebíamos pouco no bar pra economizar; voltávamos de metrô, se ainda estivesse cedo, ou de bicicleta ou a pé se o metrô já tivesse fechado. E não fazíamos nada disso só porque éramos estudantes pobres; quer dizer, éramos, mas todo mundo também fazia isso. Aqui isso não acontece, a começar pelo transporte. É possível, sim, ir para a balada de ônibus, mas é socialmente aceitável? Não. Aqui, quem não tem carro precisa mendigar caronas ou pagar um taxi, não importa se são 11 da noite ou 7 da tarde. Depois, estão ficando cada vez mais raros os lugares que não cobram entrada ou ao menos uma consumação. Sem contar as roupas, aqui você sai e vê todo mundo igual, meninos de polo e meninas de vestido bandage, e ai de você se aparecer de camiseta e tênis em balada que não seja alternativa. E na hora de ir embora? Voltar a pé é simplesmente impensável e bicicleta é considerada coisa de bicho grilo, você precisa pagar táxi se não tem carro nem carona. Com tudo isso somado, o valor médio de 5-10 euros que gastávamos lá por noite, aqui sobe para 30-50 reais.</p>
<p>E a questão do carro? Eu conhecia <strong>uma</strong> pessoa que tinha carro na França. Aqui, todos os meus amigos têm, sendo que aqui qualquer carro e sua manutenção custa no mínimo o dobro do que lá. Por que isso acontece? Porque as pessoas se sentem mais seguras? Acredito que não, acredito que também seja algo cultural. O brasileiro jamais vai trocar o carro pelo transporte público ou pela bicicleta, como ocorre na França; não porque o transporte público aqui seja muito pior ou menos seguro ou mais lotado do que lá, na hora do rush é tudo igual, mas sim porque ter carro é <strong>status</strong>. Porque todo moleque de 17 anos tá contando os dias pra tirar a carteira e ter seu veículo pra levar as menininhas pra passear. Não que haja algo errado com isso, afinal isso ocorre porque o moleque de 17 anos, assim como a esmagadora maioria da população, está com essa noção de aceitação social enraizada em si desde pequeno.</p>
<p>Meu objetivo não é advogar que os valores dos brasileiros são errados e os dos franceses são corretos, nem fazer pouco caso dos motivos (desigualdade, violência, educação etc.) que possam levar à criação desses valores. Todos eles são ideias pré-concebidas que vão sendo passadas de geração em geração ad eternum sem que as pessoas nem parem pra pensar sobre eles; são extremamente difíceis de mudar num nível coletivo e variam de acordo com cada cultura. Quando você mora fora e, enquanto indivíduo, se identifica mais com os valores de uma cultura estrangeira do que com os que você consumiu desde pequeno, aí realmente fica muito díficil voltar.</p>
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		<title>Música latina na França</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 07:01:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[bachata]]></category>
		<category><![CDATA[dança]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[salsa]]></category>

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		<description><![CDATA[Outra coisa que achei bacana de contar em retrospecto, além das viagens, são algumas coisas da França que na época eu estava ocupada demais ou achava normal demais para contar, e que agora vou lembrando. Uma delas era a moda da salsa. Salsa estava MUITO na moda em 2009/2010. Tanto que havia baladas exclusivas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outra coisa que achei bacana de contar em retrospecto, além das <a href="http://pictolirica.mtma.com.br/categorias/viagens/">viagens</a>, são algumas coisas da França que na época eu estava ocupada demais ou achava normal demais para contar, e que agora vou lembrando.</p>
<p>Uma delas era a moda da salsa. Salsa estava MUITO na moda em 2009/2010. Tanto que havia baladas exclusivas de salsa em todo lugar, e quase toda balada que se prezasse tinha ao menos uma noite da semana dedicada à salsa. Eu achava isso bizarríssimo porque aqui no Brasil salsa é meio coisa de tiozão em formatura e casamento, e lá era muito coisa de jovem. Mesmo depois de voltar pro Brasil, conheci um francês que queria dançar salsa comigo na balada enquanto tocava Britney Spears.</p>
<p>Eu nunca fui das melhores dançarinas, mas foi divertido aprender ao menos o básico, o suficiente para conseguir acompanhar um cavalheiro e não fazer feio na hora que tocava salsa na balada ou na festa na casa de alguém (sempre tocava). A febre era tanta que o curso de salsa era um dos mais concorridos das atividades extracurriculares da universidade, mas todo mundo sabia dançar e podia ensinar uns passinhos.</p>
<p>Na noite da salsa geralmente tocava também merengue e, às vezes, bachata. A bachata já é um nível acima na escala de <strong>latinidade sensual</strong>, tanto que um dos maiores conceitos criados por eu e meus amigos (tínhamos muitos) era o de dizer que alguém tem &#8220;a bachata&#8221; em vez de dizer que tem &#8220;a pegada&#8221;. Precisa ter muita pegada pra dançar bachata direito. Procure no YouTube.</p>
<p>Uma vez fomos na noite da salsa em uma balada perto de casa, o <a href="http://www.ninkasi.fr/">Ninkasi</a>. Foi muito legal porque todo mundo tirava todo mundo pra dançar, só ficava na parede quem quisesse. Nisso eu acabei dançando com um velhinho que me corrigia por eu dizer &#8220;ouais&#8221; em vez de &#8220;oui&#8221;, e minha amiga acabou dançando com um rapaz de calça branca sob a qual transparecia o fio dental preto, entre outras coisas estranhas. Mas a mais estranha de todas as coisas naquela noite foi a associação que fizeram de salsa com latinidade com brasilidade com axé. Começou a tocar a dança da mãozinha, todo mundo se organizou em filas e todo mundo fez a coreografia certinha, menos nós, os brasileiros. Tocou uns 5 axé e todo mundo sabia todas as coreografias, menos a gente. Tinha um instrutor de axé presente no local. Surreal.</p>
<p>Deixo pra vocês a melhor bachata de todos os tempos, pra vocês entrarem no clima:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/5s-bNisOBjo" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>E, porque eu me empolguei, também a segunda melhor bachata de todos os tempos, a única que tocavam em todas as festas, e em cujo clipe aparece a dança:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/3Eul-QAtN6c" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
]]></content:encoded>
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		<title>O que acontece quando você viaja pelo Brasil com pouca grana</title>
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		<pubDate>Thu, 19 Jan 2012 15:30:39 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[hippie]]></category>
		<category><![CDATA[viajante]]></category>

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		<description><![CDATA[Fui para o litoral catarinense nas férias com a família. Na ida, almoçamos em uma daquelas paradas grandes de beira de estrada, com restaurante, lanchonete, lojas etc. Estávamos entrando no carro para ir embora quando meu pai viu do outro lado do estacionamento um casal do mais típico estereótipo de viajantes. Tinham bicicletas com alforjes [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Fui para o litoral catarinense nas férias com a família. Na ida, almoçamos em uma daquelas paradas grandes de beira de estrada, com restaurante, lanchonete, lojas etc. Estávamos entrando no carro para ir embora quando meu pai viu do outro lado do estacionamento um casal do mais típico estereótipo de <strong>viajantes</strong>. Tinham bicicletas com alforjes enormes, botas de trekking, roupas surradas e pareciam não ver um chuveiro desde que saíram de casa. Estavam conversando com um grupo de pessoas e todos olhavam alguma coisa em um mapa.</p>
<p>Como eu achei aquilo lindo e fiquei olhando, eles logo se aproximaram do nosso grupo também. Estavam vendendo pulseirinha pra bancar a viagem, com toda a cara de hippie de praça. O homem chegou contando uma história triste, que eles estavam viajando de bicicleta pela estrada, muito perigoso, e precisavam dessa ajuda das pulseirinhas pra se bancar. Disse que tinham vindo da França e chegou falando aquele portunhol que só quem não fala nem português nem espanhol consegue criar e se comunicar com a América Latina inteira. Disse que chegaram de avião em Buenos Aires e estavam percorrendo a AL de bike até Salvador.</p>
<p>Esse tipo de coisa me interessa muitíssimo porque acho que quem tem colhões pra fazer uma viagem dessa, especialmente com pouca ou nenhuma grana, não pode ter outro título além de ser uma pessoa <strong>foda</strong>. E claro que o meu<em> travel monster</em> também bate palma. Então não consegui deixar de puxar conversa e saber tudo sobre a viagem deles. E aí veio a parte mais interessante.</p>
<p>Quando eu perguntei o que eles estavam achando do país, a mulher fez cara feia e disse que as pessoas não eram muito receptivas aqui. Segundo ela, na Argentina eles não tiveram problema nenhum em se aproximar das pessoas para conversar, e não se sentiram discriminados nenhuma vez, mas sentia que no Brasil as pessoas os viam como mendigos mesmo e nunca queriam conversar. Eu disse a ela que talvez fosse porque eles ainda estavam no sul, e aqui as pessoas são mais fechadas mesmo, e que no nordeste as pessoas iam ser mais abertas. Também expliquei que aqui todo mundo tem medo de qualquer pessoa estranha se aproximando, porque qualquer um pode ser um assaltante e as pessoas simplesmente não têm como saber, então sua única defesa é fechar a cara e se afastar bem rápido. Não tive coragem de dizer que tomar banho todo dia talvez pudesse ajudar, porque né, quem sou eu?</p>
<p>Mas acho que o maior fator pras pessoas estranharem a presença deles é o fato de nós simplesmente <strong>não termos essa cultura do viajante roots</strong>. Viajante e aventureiro aqui é quem vai pra Bariloche de caminhonete 4&#215;4 importada. É muito raro encontrar alguém fazendo uma aventura dessa com pouca grana, então as pessoas se fecham mesmo. Pense. Quantas vezes você viu uma cena dessas? Quantas vezes você viu gente andando na rua com mochilas enormes? Gente passando a noite em aeroporto (caos aéreo não conta) ou rodoviária? Que eu me lembre essa foi a primeira vez que vi isso. É estranho para nós.</p>
<p>Eu mesma estou indo acampar na Ilha do Mel no Carnaval e, em vez de encarar isso como só uma opção diferente de estilo de viagem, já estou me enxergando passando 5 dias direto de biquini e saião indiano por cima e voltando com dreads e sandália Jesus Cristo, com planos de voltar e viver da venda de brinco de coco na praia.</p>
<p>Porque afinal a estratégia de sobrevivência dos meus amigos viajantes funcionou. Eu comprei uma pulseirinha.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/01/19/o-que-acontece-quando-voce-viaja-pelo-brasil-com-pouca-grana/foto194/" rel="attachment wp-att-2131"><img class="aligncenter size-large wp-image-2131" title="Pulseirinha hippie" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/01/Foto194-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
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		<title>O maior do maior de todos os meus sonhos se resume a isso</title>
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		<pubDate>Wed, 18 Jan 2012 21:52:09 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[9GAG &#8211; Photo story.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://9gag.com/gag/1891463"><img src='http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/01/1891463_700b.jpg' alt='Sonho' /></a></p>
<p><a href="http://9gag.com/gag/1891463">9GAG &#8211; Photo story</a>.</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Como fingir que você fala francês</title>
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		<pubDate>Sun, 15 Jan 2012 20:06:29 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tradução]]></category>

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		<description><![CDATA[Falar francês é chique, é sofisticado, é romântico, mas&#8230; é difícil. Como com qualquer língua estrangeira, você pode levar meses e até anos para ter um bom domínio deste lindo idioma. Mas, até lá, algum je ne sais quoi você precisa ter para impressionar pretendentes hipsters e amigos blasés. E aqui está sua solução: As [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Falar francês é chique, é sofisticado, é romântico, mas&#8230; é difícil. Como com qualquer língua estrangeira, você pode levar meses e até anos para ter um bom domínio deste lindo idioma. Mas, até lá, algum <em>je ne sais quoi</em> você precisa ter para impressionar pretendentes hipsters e amigos blasés. E aqui está sua solução:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/edYHlnhxyOI" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>As dicas estão em inglês, mas são bem autoexplicativas. De qualquer forma:</p>
<h2>Passo 1: Mostre um grande entusiasmo por vinho</h2>
<p>Para que falar se beber vinho é tão mais importante, né?</p>
<h2>Passo 2: Faça barulhos para mostrar que concorda</h2>
<p>Este é <strong>especialmente</strong> verdadeiro e funciona mesmo, garantia total. Um grande amigo que era meu vizinho na França descreveu perfeitamente essa situação: Você aprende nas aulinhas que &#8220;não sei&#8221;, em francês, é &#8220;je ne sais pas&#8221;. No nível mais avançado das aulinhas, aprende que o &#8220;ne&#8221; some na linguagem coloquial, e a frase fica &#8220;je sais pas&#8221;. Você chega na França e nem uma única vez escuta esta última variação da frase, apenas &#8220;ch&#8217; pas&#8221;. Finalmente, você começa a conviver demais com franceses e descobre que o que eles realmente querem dizer com isso é: &#8220;<strong>pfff</strong>&#8220;. Serião.</p>
<h2>Passo 3: Coma para não ter que falar</h2>
<p>Mesmo caso do vinho.</p>
<h2>Passo 4: Use palavrões como ênfase</h2>
<p>O palavrão é uma categoria mágica de palavras. São as primeiras palavras que qualquer um aprende em qualquer língua. Use isso a seu favor na França, onde falar <em>merde</em> é tão ofensivo quanto falar &#8220;caraca&#8221;.</p>
<h2><strong>Passo 5: Na dúvida, tente se adaptar</strong></h2>
<p>No caso do francês, isso quer dizer &#8220;seja blasé&#8221;.</p>
<p>*</p>
<p>Vou confessar que usei muito o Passo 2 quando estava na França. E funcionou. E você, tem alguma dica pra algum estrangeiro fingir que fala português?</p>
]]></content:encoded>
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		<title>&#8220;Ai se eu te pego&#8221;: Michel Teló em várias línguas</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 21:40:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Que coisa linda, que coisa globalizada, que coisa construidora de pontes entre os povos! Enquanto tradutora profissional, senti-me na obrigação de listar algumas versões em outras línguas que encontrei :D Inglês Em primeiro lugar, essa versão em inglês bisonha que anda até tocando na rádio, do próprio Michel Teló. Essa versão é muito interessante para [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Que coisa linda, que coisa globalizada, que coisa construidora de pontes entre os povos! Enquanto <a href="http://www.mtma.com.br">tradutora profissional</a>, senti-me na obrigação de listar algumas versões em outras línguas que encontrei :D</p>
<h2>Inglês</h2>
<p>Em primeiro lugar, essa versão em inglês bisonha que anda até tocando na rádio, do próprio Michel Teló. Essa versão é muito interessante para o mundo da tradução porque ela mostra exatamente qual é o meu trabalho: adaptar o produto ao público-alvo de outro país. Sanfona não vende nos Estados Unidos, então tira a sanfona e bota uma batidinha pop. Justíssimo. A letra continua assustadora mas, hoje em dia, quem se importa?</p>
<p><iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/ijUJFmtC0X8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Polonês</h2>
<p>Ao contrário dos Estados Unidos, uma sanfona chorando vende na Europa justamente porque a música regional eslava e balcânica também trabalha muito com esse elemento. Como mostra a linda versão em polonês.<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/t8MAz1FejJY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Francês</h2>
<p>É uma versão amadora, mas é minha preferida. Own <img src='http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/plugins/smilies-themer/Nomicons v2.0/heart.png' alt=':heart:' class='wp-smiley' /> <br />
<iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/IMqTL7SLnYY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Holandês</h2>
<p>Essa, ao contrário, é profissa.<br />
<iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/mOv29h3-9dE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Guarani</h2>
<p>Nossos hermanos preferidos também contribuíram:<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/KrnmysJOTRI" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Espanhol</h2>
<p>Versão &#8220;cumbia&#8221;, um tipo de música típica colombiana:<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/7C7Q9LxHd_I" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Alemão</h2>
<p>Esses rapazes fizeram uma versão não somente em alemão, mas também proibida para menores. &#8220;Wenn ich dich ficke&#8221; significa &#8220;Ai se eu te ****&#8221;.<br />
<iframe width="420" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/73cKi6IBTQ8" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<h2>Libras</h2>
<p>Porque também é uma língua.<br />
<iframe width="560" height="420" src="http://embed.videolog.tv/v/index.php?id_video=739525&#038;width=560&#038;height=420&#038;related=&#038;hd=&#038;color1=&#038;color2=&#038;color3=&#038;slideshow=&#038;config_url=&#038;" scrolling="no" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>E rufem os tambores para a versão mais bizarra. Como não poderia deixar de ser, vinda desse país que é nada mais nada menos do que o Brasil na Europa&#8230;</p>
<h2>Italiano</h2>
<p>Betobahia. Batida de axé. Italiano. Chapéu cata-ovo. Dançarinos semi-nus. Ah, Italia, ti amo.<br />
<iframe width="560" height="315" src="http://www.youtube.com/embed/WD5nKf8n8bo" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>Você sabe de mais uma versão em outra língua? Joga aí nos comentários :D</p>
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		<title>Só um Jon Snow e um Fantasma filhotinho</title>
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		<pubDate>Wed, 21 Dec 2011 23:10:59 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[Game of Thrones]]></category>

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		<description><![CDATA[Pra eu olhar quando estiver estressada e fazer &#8220;own&#8221; imediatamente (via fuckyeahdirewolves)]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2011/12/21/so-um-jon-snow-e-um-fantasma-filhotinho/tumblr_lv4at78p2c1qzcrxeo2_r1_250/" rel="attachment wp-att-2004"><img class="aligncenter size-full wp-image-2004" title="Jon Snow e Fantasma" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2011/12/tumblr_lv4at78p2c1qzcrxeo2_r1_250.gif" alt="" width="245" height="150" /></a></p>
<p>Pra eu olhar quando estiver estressada e fazer &#8220;own&#8221; imediatamente <img src='http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/plugins/smilies-themer/Nomicons v2.0/heart.png' alt=':heart:' class='wp-smiley' /> </p>
<p>(via<a href="http://fuckyeahdirewolves.tumblr.com/post/14429486455/the-direwolf-is-the-sigil-of-your-house-your"> fuckyeahdirewolves</a>)</p>
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		<title>&#8220;O pior desemprego do mundo é você fazer o que não gosta&#8221;</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Nov 2011 16:58:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Trabalho]]></category>
		<category><![CDATA[filosofando]]></category>

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		<description><![CDATA[Estou tendo uma dificuldade tremenda para traduzir um termo, então em vez de fritar os miolos achei melhor exercitar o ócio criativo escrevendo no blog. O parênteses financeiro da minha carreira acabou. Um dia fui trabalhar e logo pela manhã atendi uma senhora que havia perdido um e-mail importantíssimo e que dizia ser minha obrigação [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estou tendo uma dificuldade tremenda para traduzir um termo, então em vez de fritar os miolos achei melhor exercitar o ócio criativo escrevendo no blog.</p>
<p>O parênteses financeiro da minha carreira acabou. Um dia fui trabalhar e logo pela manhã atendi uma senhora que havia perdido um e-mail importantíssimo e que dizia ser minha obrigação encontrá-lo. Ela não se lembrava qual era o assunto do e-mail e nem quem o havia enviado, impossibilitando qualquer busca. Abri as pastas de e-mails uma por uma e a mulher nada de reconhecer o e-mail. Muitas vezes, quando a pessoa quer ajuda, ela própria tem que se ajudar. Foram vinte minutos nessa busca arcaica até eu perceber que eu nunca encontraria esse e-mail. Informei educadamente a usuária de que não poderia fazer nada e desliguei.</p>
<p>Fui almoçar e quando voltei pedi a conta. Eu não sou obrigada a resolver problema de gente desregulada. Quer dizer, sou, se quiser ganhar dinheiro e pagar o aluguel. Mas existem outras formas de ganhar dinheiro e, mesmo que não seja tanto dinheiro quanto, pelo menos me fazem mais feliz.</p>
<p>Pedi a conta sem ter nenhuma carta na manga, pelo simples motivo de abandonar algo que me deixa triste e desmotivada. Meu plano era procurar algo enquanto vivia do dinheiro da rescisão, que segundo minhas contas daria pra 2 meses. Na semana seguinte recebi uma oferta para ser professora de línguas full-time e fechei um acordo para a tradução de um livro.</p>
<p>Só posso concluir que quando você faz o que ama, a vida flui melhor e você atrai cada vez mais coisas que ama e que te trarão o dinheiro que você precisa, ao passo que quando você faz o que não gosta, por qualquer motivo que seja, fica empacado e não sai do lugar. Pode parecer discurso pronto da juventude vagabunda, mas não é.</p>
<p>Não consigo parar de pensar nem por um minuto no <a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2011/08/25/holstee-manifesto/">Manifesto Holstee</a> que postei outro dia. <em>If you are looking for the love of your life, stop. They will be waiting for you when you start doing things you love.</em> Tão, mas tão verdade, que deveria ser uma doutrina de alguma religião.</p>
<p>Deixo pra vocês também o vídeo inspirador de onde saiu a frase do título. Reflitam.</p>
<p><center><iframe src="http://player.vimeo.com/video/17766031?title=0&amp;byline=0&amp;portrait=0" width="400" height="225" frameborder="0" webkitAllowFullScreen allowFullScreen></iframe>
<p><a href="http://vimeo.com/17766031">Hélio Leites</a> from <a href="http://vimeo.com/cesarnery">Cesar Nery</a> on <a href="http://vimeo.com">Vimeo</a>.</p>
<p></center></p>
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		<title>Diário de viagem: Praga, novembro de 2009</title>
		<link>http://pictolirica.mtma.com.br/2011/10/29/diario-de-viagem-praga-novembro-de-2009/</link>
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		<pubDate>Sat, 29 Oct 2011 23:21:05 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Percebi que havia muitas viagens que eu não tinha contado aqui. Vou contar em retrospecto porque esse é justamente o tipo de coisa que eu mesma procuro antes de viajar para algum lugar, então achei que seria bacana compartilhar as experiências que eu tive. Vou fazer isso por ordem cronológica e começar por Praga, que foi [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Percebi que havia muitas viagens que eu não tinha contado aqui. Vou contar em retrospecto porque esse é justamente o tipo de coisa que eu mesma procuro antes de viajar para algum lugar, então achei que seria bacana compartilhar as experiências que eu tive. Vou fazer isso por ordem cronológica e começar por <a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2009/11/11/a-cura-para-a-crise/">Praga</a>, que foi a primeira viagem do intercâmbio que eu fiz e não contei. A primeira mesmo foi pra <a href="http://pictolirica.mtma.com.br/tags/italia/">Itália</a>, e depois teve <a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2009/11/05/pepinos-planos-e-annecy/">Annecy</a>, mas essas eu já contei.</p>
<p>Clique no &#8220;Continue lendo&#8221; e senta que lá vem a história, e É LONGA.</p>
<p><span id="more-1911"></span></p>
<h2>A ida</h2>
<p>Minha amiga Samaísa chegou no bar em Lyon um dia enlouquecida dizendo que tinha comprado passagem de ônibus pra Praga, assim, no maior impulso, pra viajar na semana seguinte. Na mesma hora falei &#8220;vou junto&#8221;. Praga estava na minha lista de to-do da Europa e, se não fosse naquela hora, não iria nunca. Ia faltar um dia de aula, mas paciência.</p>
<p>Sama teve muito sucesso com <a href="http://www.couchsurfing.org/people/mariathereza/">Couch Surfing </a>antes e <a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2009/10/13/italia-parte-5-final-o-couch-surfing-e-o-saldo-final-da-viagem/">eu também</a>, então nem pensamos duas vezes pra escolher o tipo de hospedagem. Buscamos no site, mandamos pedidos e um broder respondeu oferecendo a casa. Ele morava numa cidade satélite de Praga, mas achamos que seria parte da aventura e topamos.</p>
<p>Na outra semana, embarcamos num ônibus noturno da Eurolines, que faz várias linhas na Europa toda e é, até onde eu sei, a única empresa de ônibus que faz esse tipo de serviço. Fora isso, só avião e trem. Para nós, naquela situação e naquela data, o mais barato era mesmo o ônibus. 20 horas de viagem, mas vamoquevamo.</p>
<p>O ônibus foi vazio e deu pra dormir tranquilamente com 2 bancos pra cada uma, as 20 horas passaram rapidinho. O ônibus cruzava a Alemanha, então paramos no checkpoint da polícia na entrada e na saída do país. Alemães altos, loiros e fardados entraram no ônibus e verificaram os passaportes de todo mundo. Éramos as únicas não-europeias ali, então os puliça alemão marcaram mais na gente, ficaram um tempão no rádio ditando nossos sobrenomes para alguma central (decerto), e sabe que brasileiro quando vê polícia já fica tenso, então na primeira vez que os home vieram, bateu aquele suor frio. Mas os alem<strong>õ</strong>es lindos falaram ALLES BLAU e deixaram a gente ir.</p>
<h2>Primeiras impressões</h2>
<p>Chegamos em Praga perto da hora do almoço e fomos desbravar um pouco a cidade antes de dar a hora combinada pra encontrar nosso host. Aí começou a comilança, comemos a maior linguiça do mundo no maior pão do mundo, com quilos de ketchup e mostarda pra acompanhar. Delícia! Também foi a primeira vez que vi QUENTÃO na Europa, que eu viria a descobrir que é muito normal no inverno, e claro que fiquei felicíssima e me acabei no quentão por 1 euro. E também foi a primeira vez que vimos decoração de Natal naquele ano. Lindo!</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2011/10/29/diario-de-viagem-praga-novembro-de-2009/pqaaamxtxa2z7uyyak0w2t4x1pwfyanr_0ynzcg4clz2mqstqfw9pecyr_hztx0acvnkov2w4mapii3134lir_ovuyuam1t1ulhykpejrsqejiy5qahlgqazn0lj/" rel="attachment wp-att-1926"><img class="aligncenter size-large wp-image-1926" title="Barraquinha de wurst e quentão no centro de Praga" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2011/10/PQAAAMXtXa2z7UYyAK0W2t4X1pwFYANR_0yNZcg4clZ2mQStqfW9pEcyR_HzTx0acVnkOV2W4maPii3134lir_OvuyUAm1T1ULHYkPeJrsQEJiY5QAhLgQaZN0Lj-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p>Esse dia foi mais destinado a se familiarizar com aquele dinheiro estranhíssimo do que com qualquer outra coisa. Na época um euro estava valendo 25 coroas tchecas, se não me engano, e além disso eles não têm centavos, 1 coroa é 1 coroa e fim. Mas aí você chega no supermercado e as coisas custam 49,99 coroas, quer dizer, essa 0,01 coroa vai pro limbo. E até a gente entender o que era barato e o que não era, levou um tempo.</p>
<h2>Walking Tour, Cross Club e Couch Surfing</h2>
<p>Encontramos nosso host e fomos até a casa dele de carona com um amigo. Já sabíamos de antemão que o lugar era longe, então nada de surpresas até aí. O susto veio ao entrar na casa. Uma sujeira a ponto de ter bituca de cigarro no carpê, migalhas de pão de cinco ciclos de colheita do trigo em cima da mesa e um chuveiro que não funcionava direito, tinha que usar a torneira da banheira. Tomei banho tcheco na República Tcheca, que tal? O host era queridíssimo, naquele mesmo dia levou a gente pra tomar grandiosa cerveja tcheca num boteco perto da casa dele com uns amigos. Definitivamente um lugar inusitado, um bareco bem tipicamente local, nada pra turista ver, foi muito bacana.</p>
<p>Dormimos naquele sofá mais pegajoso da face da Terra e no dia seguinte nosso host foi trabalhar e nós fomos ver um pouco mais da cidade. Ali ainda estávamos relevando a absurdidade da casa do cara.</p>
<p>A Samaísa tinha ouvido falar da <a href="http://www.neweuropetours.eu/">New Europe Tours</a>, que oferece tours grátis a pé em várias cidades da Europa. Eles oferecem as visitas em inglês e espanhol. Pegamos uma em inglês em Praga e foi sensacional! O guia era um britânico divertidíssimo que contou histórias incríveis e nos deu alguns detalhes sobre os lugares que nunca descobriríamos sozinhas. Fez toda a diferença na viagem. Fizemos questão de dar uma boa gorjeta no final.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2011/10/29/diario-de-viagem-praga-novembro-de-2009/pqaaacnuycf79v-kq3q7h875tpvaw2cai3un0zfxhtkj7tdp2rnqcv0wjr_z13qwny1nddfoufcnbveduu0ejf2cblaam1t1unqptzt5vnto3sbvmk_eghvseq3z/" rel="attachment wp-att-1925"><img class="aligncenter size-full wp-image-1925" title="Relógio Astronômido de Praga" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2011/10/PQAAACNUYCF79v-kQ3q7H875TPVaW2cAI3Un0ZfxHtKj7tdp2rNQcV0Wjr_z13QwnY1nDdfOUfcNbVEdUu0ejf2CBLAAm1T1UNQPtZt5vNto3SbvMk_eGhvsEq3Z.jpg" alt="" width="600" height="800" /></a></p>
<p>A tour durou a tarde toda e vimos rapidamente a Old Town Square, o badalar do relógio astronômico (lindo, lindo, me emocionei), a ponte Carlos, o bairro judaico, entre tantos tantos outros. O legal desses tours é que você conhece a história de vários lugares rapidamente e vê o que interessa mais, pra voltar depois e passar mais tempo. Foi o que nós fizemos.</p>
<p>Nesse dia, encontramos nosso host num bar muito incrível, o <a href="http://www.crossclub.cz">Cross Club</a>, um lugar enorme com vários andares e ambientes, onde a decoração é toda feita com pedaços de metal reaproveitado, na maioria peças automotivas, até os bancos são bancos de Kombi. Um espetáculo. Tem mais fotos na <a href="http://www.crossclub.cz/cs/interier/649-interier/">galeria </a>do site.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2011/10/29/diario-de-viagem-praga-novembro-de-2009/49747553bfd22/" rel="attachment wp-att-1920"><img class="aligncenter size-full wp-image-1920" title="Cross Club, Prague" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2011/10/49747553bfd22.jpg" alt="" width="600" height="400" /></a></p>
<p>Esse lugar é muito badalado em Praga, e nós não fazíamos ideia de que ele existia. Jamais teríamos ido se não fosse nosso host. Na volta pra casa dele, pegamos o último trem lotado pra região metropolitana, uma verdadeira experiência de nativo. Acho isso incrível em viagens, e é de longe a maior vantagem em usar o Couch Surfing.</p>
<p>Porém, não estava legal dormir num sofá pegajoso e não poder andar nem de meia no lugar, quanto mais descalça, sem contar a situação do banho. De manhã, pedimos desculpas educadamente ao nosso querido host e fomos embora. Encontramos um albergue baratinho e super central pra passar as duas últimas noites, e foi uma das melhores decisões da viagem. Sabíamos que seria uma graninha a menos no budget, mas valeria a pena.</p>
<h2>Castelo de Praga, estereótipos e novos amigos</h2>
<p>Passamos o dia visitando a fundo o Castelo de Praga, que foi minha parte favorita da cidade depois do relógio astronômico. O castelo fica bem elevado sobre a cidade, então você sobe uma ladeira astronômica e milhões de degraus pra chegar lá, quase morri esbaforida mas, como sempre nesses casos, a vista compensa.</p>
<p>Chegamos de manhã, não tão cedo, mas ainda de manhã, e havia uma neblina maravilhosa sobre a cidade. A ideia que eu tinha de Praga era a de uma cidade fria, sombria e cheia de mistérios e terrores. Ir pra lá naquele começo de inverno reforçou esse estereótipo. Amanhecia tarde e anoitecia cedo, às 17h já era noite fechada. As luzes amarelas refletiam no chão molhado de umidade da neblina e deixava tudo muito romântico e misterioso. Tenho absoluta certeza de que a cidade tem suas belezas e festas típicas de verão, mas ver na vida real a ideia que eu tinha na minha cabeça me pareceu bastante mágico. Ver, do alto do castelo, só as pontas das torres saindo do meio da neblina contribuiu bastante pra isso.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2011/10/29/diario-de-viagem-praga-novembro-de-2009/pqaaacnxvwc3xbbnxcburolwyh03tsnknb2x6cfuvgme2hfbqk3xipm9j_6flgws_3ucxlmkth5xu0winlm-6us6gcgam1t1ul9uwuwjiwib0rdojgewjjpyj5du/" rel="attachment wp-att-1924"><img class="aligncenter size-large wp-image-1924" title="PQAAACnxvWC3xbBnxCbuRoLWyH03TsNknb2x6cFuvgME2HfbQk3XipM9J_6flGwS_3uCxLmkTH5Xu0wInLM-6uS6GCgAm1T1UL9UWuwJIWIB0rdoJgeWJJpYJ5du" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2011/10/PQAAACnxvWC3xbBnxCbuRoLWyH03TsNknb2x6cFuvgME2HfbQk3XipM9J_6flGwS_3uCxLmkTH5Xu0wInLM-6uS6GCgAm1T1UL9UWuwJIWIB0rdoJgeWJJpYJ5du-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p style="text-align: center;">As parreiras do castelo e a vista</p>
<p> Outra coisa bem legal que contribuiu muito para a impressão que eu tenho de Praga foi a música. Vimos muitos artistas de rua, especialmente na ponte Carlos, mas esse grupo que vimos no castelo, numa praça chamada Hradcanske Namesti, me emocionou bastante, a música fez todo o momento. Dá uma olhada na vista do lugar:</p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/6ImrKaCJ9IU?hl=pt&amp;fs=1" frameborder="0" width="425" height="349"></iframe></center>&nbsp;</p>
<p>A Walking Tour do outro dia só falava um pouco sobre o castelo e não entrava nos detalhes da estrutura. Tivemos uma aulinha sobre ele enquanto olhávamos pra ele desde a ponte Carlos. Extremamente bonito visto de longe, à noite. Assim, quando chegamos lá estávamos meio perdidas, e qual não foi a nossa surpresa ao descobrir que era preciso COMPRAR um mapa, além de pagar a entrada, naturalmente. Porra. Compramos, fazer o quê?</p>
<p>Aquilo me deslumbrou porque era a primeira vez que eu entrava em um castelo de verdade, onde viveram e de onde governaram os reis da Boêmia, com jóias da coroa e tudo, e ainda por cima um dos maiores castelos do mundo. Tem uma CATEDRAL dentro dele, gente. Não conseguimos entrar na Cadetral de São Vito porque tinha uma fila quilométrica, mas fizemos o tour do palácio e meu, que lugar lindo. Também tem jardins lindos e parreiras, tudo com aquela vista da cidade que eu falei antes. Adorei.</p>
<p>Nesse dia demos uma passada também no museu do Kafka, com a biografia do escritor e instalações relacionadas aos trabalhos dele, muito interessante. A melhor loja de souvenir de museu que eu já vi, muita coisa linda.</p>
<p>À noite, voltamos pro albergue pra descansar um pouco e trocar de roupa pra sair, e aí conhecemos um brasileiro viajando sozinho que acabou saindo junto com a gente. Fomos fazer um esquenta na Old Town Square, e nesse caso precisava ser esquenta <strong>mesmo</strong> porque tava frio pra cacete. A Old Town Square seria um lugar que eu visitaria com bastante frequência caso morasse em Praga, porque é realmente o point do lugar. Na época, estava rolando uma feira de Natal na praça, com barraquinhas de comidas deliciosas, wursts e doces de massa frita com açúcar e canela, vinho quente, além de barraquinhas de artesanato, coisas muito bonitas e natalinas. Além disso, tem bares e cafés normais ao redor da praça toda. Tomamos muita Gambrinus e até brindamos à moda tcheca: bater um copo no outro falando &#8220;prost!&#8221;, bater o copo na mesa e só então beber.</p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/YsP3fb-AvBE" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></center>&nbsp;</p>
<p>Nisso, conhecemos um segundo brasileiro que estava fazendo um mochilão sozinho. Escutou a gente falando português e chegou pra conversar. Fomos todos os amigos para a <a href="www.roxy.cz">Roxy</a>, a balada onde foi filmada a cena do absinto do filme Eurotrip (e quem contou isso pra gente foi o guia da Walking Tour hehe). Por dupla sorte, a balada era do lado do nosso albergue e naquela noite a entrada era grátis.</p>
<p><center><iframe src="http://www.youtube.com/embed/pniUQmRRqEM" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></center>&nbsp;</p>
<p>A balada tinha muito eurodance e gente esquisita. Sério, nunca fui numa balada tão&#8230; tão&#8230; leste europeu. Mulheres loiríssimas com pouca roupa e homens dançando igual bonecão de posto, todos de óculos escuros, alguns de bigode falso.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2011/10/29/diario-de-viagem-praga-novembro-de-2009/pqaaai6x6wvvwwkxiwgxg35jptgt87mwzdhdbiqs-px_6f8mxxrrjrbrvi55uqqj0eaifaciey-x0afjreg3qfulpdsam1t1uofi9x4bkhytmpzwxlgtpjvi2n56/" rel="attachment wp-att-1923"><img class="aligncenter size-large wp-image-1923" title="PQAAAI6X6wvVWwKxIwgXG35jPTGt87mWZDHDbIqs-Px_6f8MXxrRjrbrVI55uqqJ0EAifAciEy-x0AfJrEg3QFUlPdsAm1T1UOfi9X4bKhytmpzwxlgtpjVI2N56" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2011/10/PQAAAI6X6wvVWwKxIwgXG35jPTGt87mWZDHDbIqs-Px_6f8MXxrRjrbrVI55uqqJ0EAifAciEy-x0AfJrEg3QFUlPdsAm1T1UOfi9X4bKhytmpzwxlgtpjVI2N56-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p>Insano. Naturalmente, estando em Praga, não poderia de jeito nenhum faltar absinto, uma vez que é a terra do absinto e que era o mesmo preço que cerveja. Viramos um shot, eu e o brasileiro do albergue, mas mesmo depois de mais alguns eu não vi a fada verde e não achei um absurdo alcoólico. O dever estava cumprido!</p>
<h2>Kutná Hora e os ossos</h2>
<p>Com um dia inteiro de sobra, tínhamos a oportunidade perfeita pra visitar o ossário de Sedlec em Kutná Hora, que eu não sabia que existia e foi a Sama que me falou. A cidade é bem pequena e fica pertinho de Praga. Compramos passagens de trem e fomos. Chegando lá, foi um pouco difícil de se locomover. Até tinha ônibus, mas era um domingo então os horários eram bem esparsos, sem contar que não conseguimos entender direito o sistema. Acabamos andando bastante até chegar ao ossário.</p>
<p>Só de chegar perto do lugar já começou a dar medo. Um mar de folhas caídas de outono e árvores secas e os contornos das torres de uma igreja antiga, e todo um cemitério ao redor da igreja. Não passava ali de noite nem a pau. A igreja dá muito medo, pelo cemitério e especialmente pelo fator psicológico de você saber que está indo ver esculturas macabras feitas de ossos humanos. Entrando no ossário propriamente dito, o medo passa. Não que as esculturas sejam realmente lindas, de fato elas são muito macabras, mas não senti nada de negativo ou assustador ali dentro. Muita paz. Os funcionários foram as pessoas mais simpáticas que nos atenderam na viagem toda, e os outros turistas também eram tranquilos.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2011/10/29/diario-de-viagem-praga-novembro-de-2009/000_3214/" rel="attachment wp-att-1933"><img class="aligncenter size-large wp-image-1933" title="Ossário de Sedlec" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2011/10/000_3214-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p>A história conta que depois da peste negra e de guerras no século XV, o cemitério ficou tão atulhado que não tinha mais espaço pra novos condôminos, então tiveram que arranjar um jeito de se livrar dos restos mortais mais antigos. Foi construída uma capela subterrânea para abrigar os ossos, e em 1870 um escultor chamado Frantisek Rint foi chamado pra organizar os ossos, trollando o chefe e criando essas magníficas obras. Todos os ossos do corpo humano foram usados para fazer esse lustre. Até a assinatura do cara é feita de ossinhos. Veja mais fotos neste blog <a href="http://allison-brooke.blogspot.com/2010/01/45-miles-72km-east-of-prague-toward.html">aqui</a>. Coisa linda.</p>
<p>Fomos dar mais uma voltinha no centrinho de Kutna Hora antes de voltar, mas não tinha muita coisa pra fazer porque era domingo. Pegamos nosso trenzinho de volta pra Praga.</p>
<h2>O bairro judaico e a partida</h2>
<p>Nosso ônibus só ia sair à tarde, então resolvemos aproveitar a manhã de segunda-feira, dia útil, pra enviar nossos cartões-postais e dar uma olhada mais a fundo no bairro judaico (Josefov), onde ficam as sinagogas e o cemitério judaico. Lá você pode comprar um pacote dos lugares que quer visitar, aí você adapta as entradas ao seu interesse. Nós vimos o museu judaico, que é um tesão, muitas coisas interessantes sobre a cultura judaica, você volta no tempo lá dentro. Também vimos a Sinagoga Pinkas, que traz os nomes dos judeus tchecoslovacos mortos pelos nazistas, além de uma extremamente depressiva exibição de desenhos feitos pelas crianças no campo de concentração de Terezín. Massacrante.</p>
<p>E por último, o cemitério, que é o que mais me impressionou. Os judeus não podiam enterrar seus mortos em nenhum lugar fora do gueto, então eles acabaram colocando as tumbas umas por cima das outras. E esse lugar é muito antigo, você vê túmulos datando de 1400 e cacetada. Muito impressionante e meio assustador.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2011/10/29/diario-de-viagem-praga-novembro-de-2009/000_3235/" rel="attachment wp-att-1942"><img class="aligncenter size-large wp-image-1942" title="Antigo cemitério judaico" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2011/10/000_3235-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a></p>
<p>E assim acabou mais uma viagem. Mais 20 horas de ônibus pra voltar pra Lyon com mais história pra contar!</p>
<p>Em breve trarei outros relatos :)</p>
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