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	<title>Pictolírica</title>
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	<description>Egocentrismo criativo</description>
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		<title>Intercâmbio: A síndrome do primeiro dia</title>
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		<pubDate>Fri, 23 Mar 2012 19:14:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[intercâmbio]]></category>

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		<description><![CDATA[É com muita alegria e ansiedade que venho contar para vocês que em breve estarei partindo para meu quarto intercâmbio. Vou novamente trabalhar no Walt Disney World, mas em um programa diferente – você pode ficar por dentro de tudo no meu blog Disney. Com isso, e com a ansiedade rugindo a pouco mais de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>É com muita alegria e ansiedade que venho contar para vocês que em breve estarei partindo para meu <strong>quarto</strong> intercâmbio. Vou novamente trabalhar no Walt Disney World, mas em um programa diferente – você pode ficar por dentro de tudo <a href="http://mtnadisney.wordpress.com">no meu blog Disney</a>.</p>
<p>Com isso, e com a ansiedade <strong>rugindo</strong> a pouco mais de dois meses da viagem (embarco dia 31/05), pus-me a pensar  em um aspecto muito pouco abordado dos intercâmbios: <strong>o primeiro dia</strong>.</p>
<p>Meu primeiro intercâmbio foi um semestre de High School, em 2004, numa belíssima cidadezinha de 14.000 habitantes chamada Camas, na fronteira entre os estados de Washington e Oregon, nos EUA. Ganhei uma bolsa da agência <a href="http://www.worldstudy.com.br">World Study</a>, que fez um ótimo trabalho de preparação pré-embarque com todos os adolescentes que iam fazer intercâmbio para os Estados Unidos naquela época. Eles cobriram tudo, desde problemas de bullying na escola (numa época em que bullying nem estava na moda) até dicas para se adaptar bem com a família hospedeira. Mas nada, nada do que eles disseram nas extensivas palestras com atividades em grupo e relatos de ex-intercambistas me preparou para aquele sentimento de <strong>primeiro dia</strong>.</p>
<p>Porque desde o começo do nascimento da ideia de fazer um intercâmbio, passando pela aprovação e patrocínio dos pais, a efetiva escolha do país/cidade e da agência de intercâmbio, compra de passagens, requisição de visto, arrumação de mala, até a sua festa de despedida, é uma ansiedade sem fim. Você pesquisa à exaustão tudo o que se tem para saber sobre a cidade onde vai morar, conversa pela internet com sua futura família, pensa em presentes para levar e tenta não entupir demais a mala. Você sempre imagina como será seu intercâmbio, seus amigos, sua vida, mas é difícil imaginar como tudo vai <strong>começar</strong>.</p>
<p>Meu primeiro dia no primeiro intercâmbio foi terrível, e imagino que todos sejam. Você chega no aeroporto e ainda tá tudo lindo, você ainda tá naquela animação da viagem. Aí você encontra a família hospedeira, e eles te levam num carro estranho para uma casa linda, e aí tudo começa a ficar esquisito. De repente, você está sentado na sala de estar, rodeado de pessoas que só têm as melhores intenções, mas que ainda assim são pessoas estranhas, e você se sente a visita mais incoveniente do mundo, e se sente ainda mais desconfortável quando percebe que vai ter que se esforçar para se tornar um deles, afinal essas pessoas vão ser sua família agora, e você vai precisar ficar lá por no mínimo seis meses porque voltar pra casa da mamãe naquele exato instante seria vergonhoso demais. Depois você toma banho naquele banheiro novo e vai dormir naquela cama estranha, e acorda no outro dia ainda se sentindo uma visita, e todos te tratando com a maior naturalidade como se nada disso fosse estranho para eles também, vão te falando &#8220;pode pegar o que quiser da geladeira, aqui é a máquina de lavar louça, se quiser pode ligar a TV e ver um filme, tem vários livros nessa estante também&#8221;. E você ainda se sente desconfortável em abrir a geladeira na casa dos outros, mas vai lá e abre mesmo assim porque vai ter que abrir mais cedo ou mais tarde, e vem aquela sensação de aventura de desobedecer regras sociais douradas tipo a da geladeira (fuck the police), e de repente tudo passa e quando você percebe, já é um deles. Mas até passar, é muito desconfortável. <strong>Desconfortável</strong> é a palavra da vez.</p>
<div id="attachment_2256" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/23/intercambio-a-sindrome-do-primeiro-dia/001-aeroporto-003/" rel="attachment wp-att-2256"><img class="size-large wp-image-2256" title="Último dia em Camas" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/001-Aeroporto-003-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">No último dia, todos querem assinar sua bandeira e você quer abraçar a todos. Bem diferente do PRIMEIRO dia...</p></div>
<p>Achei que isso fosse probleminha da minha cabeça adolescente ansiosa, até que chegou meu primeiro dia na <a title="Cast Member na Disney" href="http://pictolirica.mtma.com.br/cast-member-na-disney/">Disney</a>, em 2008. Lá você não tem uma família hospedeira, tem companheiros de quarto, ou <em>roommates</em>, e estes são escolhidos pela Disney em sua infinita sabedoria. Você chega no condomínio, te dão um número de apartamento, uma chave e um <em>te vira negona</em>.</p>
<p>Entrei no Patterson Court 12205, meu primeiro apartamento, e ele estava novinho e limpinho e brilhando. Pensei que tinha tirado a sorte grande e seria a primeira a chegar num apartamento de seis pessoas, mas aí uma americana me ouviu chegando e apareceu na sala pra se apresentar. Falou que o apê já estava ocupado por quatro americanas que moravam lá há quatro meses e que uma brasileira tinha chegado no dia anterior e estava dividindo o quarto com ela, o que deixava para mim só o quarto que restou, que segundo ela era dividido com a moça mais, digamos, &#8220;popular&#8221; da casa. Ninguém mais estava em casa além dela, então quando deixei minhas coisas e corri para o pátio do condomínio, <strong>imaginar</strong> como seriam as outras me deu três tipos de suadouro. Encontrei uma amiga que tinha vindo comigo e ficou em outro apartamento, e ela vinha desesperada pelo pátio contando que só o que ela conseguia pensar era &#8220;o que estou fazendo aqui?&#8221; Ela teve a mesma sensação de estranheza e desconforto que eu tive no primeiro intercâmbio.</p>
<div id="attachment_2250" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/23/intercambio-a-sindrome-do-primeiro-dia/000_1797/" rel="attachment wp-att-2250"><img class="size-large wp-image-2250" title="Primeira foto Disney" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_1797-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Aparentemente, esta foi a primeira foto que decidi tirar assim que cheguei no condomínio na Disney</p></div>
<p>Quase um ano depois, já macaca velha de viagem, cheguei em Lyon e o sofrimento do primeiro dia se repetiu. Eu havia alugado um quarto no apartamento de uma tiazona marroquina que morava sozinha e tive a doce ilusão de que isso daria certo. Qual não foi o meu terror ao ver que, além de eu me sentir desconfortável por ser a visita mais inconveniente do mundo, ainda por cima o apartamento era caidasso e a mulher, apesar de ter as melhores intenções, tinha hábitos completamente diferentes dos meus. Tenso. Depois consegui felizmente me mudar para uma <a title="Agradeço pela graça alcançada" href="http://pictolirica.mtma.com.br/2009/09/29/agradeco-pela-graca-alcancada/">residência estudantil</a>, que era o que eu mais queria desde todo o início do processo.</p>
<div id="attachment_2251" class="wp-caption aligncenter" style="width: 610px"><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/23/intercambio-a-sindrome-do-primeiro-dia/000_2472/" rel="attachment wp-att-2251"><img class="size-large wp-image-2251" title="Primeiro dia em Lyon" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_2472-600x450.jpg" alt="" width="600" height="450" /></a><p class="wp-caption-text">Uma vez que o primeiro dia tinha sido tão traumático, no segundo dia fiz de tudo para ficar na rua o máximo possível e não ter de voltar praquela casa estranha. Inclusive comer pizza na praça e tomar vinho em copo de plástico.</p></div>
<p>Para este próximo intercâmbio, tenho certeza de que vou chegar achando que estou em casa, sendo que já fui pra lá uma vez, mas na hora H do primeiro dia vou me sentir igualmente horrível.</p>
<p>Para aqueles que ainda pretendem fazer um intercâmbio na vida, fiquem preparados: vocês jamais estarão preparados para o que vão sentir no primeiro dia. O último dia, quando você sabe que vai estar triste por ir embora e deixar todos os seus amigos novos, ainda é fichinha perto do primeiro. Boa sorte!</p>
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		<title>O que eu mais gosto em viagens</title>
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		<pubDate>Thu, 22 Mar 2012 23:59:28 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[A parte do planejamento antes de ir Descobrir sem querer algum lugar incrível Fazer amigos Quando os amigos novos indicam algo para ver ou fazer que eu não sabia e acaba sendo o máximo Quando as fotos ficam boas Ter tempo pra perder à vontade Comer bem Fazer coisas que os nativos fazem Ver o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<ul>
<li>A parte do planejamento antes de ir</li>
<li>Descobrir sem querer algum lugar incrível</li>
<li>Fazer amigos</li>
<li>Quando os amigos novos indicam algo para ver ou fazer que eu não sabia e acaba sendo o máximo</li>
<li>Quando as fotos ficam boas</li>
<li>Ter tempo pra perder à vontade</li>
<li>Comer bem</li>
<li>Fazer coisas que os nativos fazem</li>
<li>Ver o que tem de diferente no supermercado</li>
<li>Sair da rota estabelecida e ver que isso foi uma boa escolha</li>
<li>Mostrar as fotos pros outros depois</li>
</ul>
<p>Não necessariamente nessa ordem, e não necessariamente apenas isso. E vocês, quais são as coisas que vocês mais gostam quando viajam?</p>
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		<title>Pôsteres de viagem para gente preguiçosa</title>
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		<pubDate>Sun, 18 Mar 2012 18:17:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[inglês]]></category>
		<category><![CDATA[preguiça]]></category>

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		<description><![CDATA[Estes pôsteres de Caldwell Tanner não são o máximo? Praqueles dias em que nada parece mais promissor ou divertido do que a sua própria casa! &#8220;Um lembrete da agência de viagens TÁ CHOVENDO E SUA BANDA É UM LIXO&#8221; &#8220;Travel Posters for Lazy People&#8221; by Caldwell Tanner &#8211; CollegeHumor Article.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Estes pôsteres de Caldwell Tanner não são o máximo? Praqueles dias em que nada parece mais promissor ou divertido do que a sua própria casa!</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.collegehumor.com/article/6741369/travel-posters-for-lazy-people"><img src='http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/d065ac7d9b02113cfcd76b58f1bdf346.jpg' alt='' /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.collegehumor.com/article/6741369/travel-posters-for-lazy-people"><img src='http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/17724bc60ab01c9b0c8183c9afe65ae0.jpg' alt='' /></a></p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://www.collegehumor.com/article/6741369/travel-posters-for-lazy-people"><img src='http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/be103a806f184e61281db924bb28f2ea.jpg' alt='' /></a></p>
<p style="text-align: center;">&#8220;Um lembrete da agência de viagens TÁ CHOVENDO E SUA BANDA É UM LIXO&#8221;</p>
<p><a href="http://www.collegehumor.com/article/6741369/travel-posters-for-lazy-people">&#8220;Travel Posters for Lazy People&#8221; by Caldwell Tanner &#8211; CollegeHumor Article</a>.</p>
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		<title>Diário de viagem: Paris, réveillon 2009/2010</title>
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		<pubDate>Sun, 04 Mar 2012 07:29:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[festa]]></category>
		<category><![CDATA[Paris]]></category>
		<category><![CDATA[reveillon]]></category>
		<category><![CDATA[Torre Eiffel]]></category>
		<category><![CDATA[Versailles]]></category>

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		<description><![CDATA[Um ano morando em Lyon. Eu tinha uma lista de coisas que eu queria fazer, e passar o Ano Novo em Paris estava entre essas coisas. Assim, desde cedo comecei a chamar os amigos. Alguns diziam que iam, outros que iam ver, outros que Paris era palha e o melhor lugar para o Ano Novo [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um ano morando em Lyon. Eu tinha uma lista de coisas que eu queria fazer, e passar o Ano Novo em Paris estava entre essas coisas. Assim, desde cedo comecei a chamar os amigos. Alguns diziam que iam, outros que iam ver, outros que Paris era palha e o melhor lugar para o Ano Novo era Barcelona, e outros ainda que tinham amigos morando lá ou visitando naquela época. Então acabou que quase todo mundo que eu conhecia em Lyon foi pra Paris no Ano Novo, cada um fazendo a sua própria viagem mas ainda assim uns conseguindo encontrar os outros em algum momento.</p>
<p><span id="more-1954"></span></p>
<p>Eu não conhecia ninguém lá, então reservei um albergue da <a href="http://www.hihostels.com/">HI</a> num bairro chamado Clichy. Paris é bem cara para hospedagem, e este foi o albergue mais barato que eu achei, pagando 22 euros a noite, o que ainda é caro comparado a outras cidades europeias. Obviamente, ser o albergue mais barato custava seu preço: esse bairro é meio afastado e não é perto de nada do que há para ver de interessante. Eu estava sozinha lá e meus amigos estavam espalhados pela cidade, então a mobilidade ali ficou um pouco ruim.</p>
<h2>A chegada, o metrô e o Louvre</h2>
<p>No dia 31, saí cedinho de Lyon com o TGV, o trem de alta velocidade que faz o trajeto Lyon-Paris em duas horas. Dá pra comprar a passagem na hora, mas fiquei com medo dos preços ainda mais altos e de não ter mais assento livre, por causa do reveillon. Esperei na estação um pouco até mais dois amigos chegarem no trem seguinte. Cada um foi para sua acomodação fazer check-in e deixar as mochilas, e logo combinamos de nos encontrar para começar a desbravar a cidade ali mesmo.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3372/" rel="attachment wp-att-2211"><img class="aligncenter size-full wp-image-2211" title="Esperando o metrô na estação do Louvre" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3372.jpg" alt="Esperando o metrô na estação do Louvre" width="600" height="450" /></a></p>
<p>O metrô de Paris é mundialmente conhecido e altamente funcional. Achei bacana que existem tantas linhas e tantas conexões que, para chegar de uma estação a outra, você quase sempre tem duas ou três opções de trajeto. É <strong>imprescindível</strong> andar sempre com o mapa da rede. Você pode comprar bilhetes nas máquinas disponíveis em quase todas as estações (só aceita cartão de débito/crédito), ou comprar no guichê e pagar em dinheiro. Tem guichê nas estações maiores, tipo em estações de trem.</p>
<p>Eu já tinha visitado Paris em 2005, então já tinha visto os pontos turísticos mais obrigatórios e estava com vontade de ver coisas que não vi da outra vez. Um dos nossos amigos estava com amigos que vieram do Brasil para visitá-lo, e para eles era a primeira vez, então acabei acompanhando em alguns passeios e foi bem bacana. Fomos ao Louvre, que é impossível de se ver inteiro em algumas horas, e vimos só as coisas mais importantes, a Mona Lisa e a coleção egípcia, que eu acho faraonicamente fantástica. Me emocionei com o papiro do Livro dos Mortos desenrolado sobre toda a extensão de uma parede inteira. Fora que né, <strong>múmias</strong>. Múmias de verdade.</p>
<h2>A Torre Eiffel e o frio</h2>
<p>Depois vimos a Torre Eiffel, que eu acho lindíssima e não vou me cansar nunca. O legal foi ter uma visão um tanto diferente dela.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3373/" rel="attachment wp-att-2212"><img class="aligncenter size-full wp-image-2212" title="Meia Torre" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3373.jpg" alt="Meia Torre" width="600" height="450" /></a></p>
<p>E ficou assim o dia inteiro. Ainda bem que eu já tinha visto e subido até o topo antes. O frio também estava tenso. Foi a ocasião em que eu passei mais frio na minha vida toda. Ok, tudo lá tem calefação, mas quando você viaja você está andando na rua o dia inteiro, de manhã até de noite, com aquele vento te congelando. Cheguei a ficar de mau humor por causa disso no terceiro dia.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3377/" rel="attachment wp-att-2213"><img class="aligncenter size-full wp-image-2213" title="Meia Torre" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3377.jpg" alt="Meia Torre &amp; frio" width="600" height="450" /></a></p>
<p>Tenho duas dicas que salvaram a minha vida no frio. A primeira é um <strong>kit de sobrevivência</strong> básico que vivia na bolsa desde o final de outubro até o começo de abril: <strong>boina (proteção para a cabeça), luvas impermeáveis, cachecol, lenços de papel descartáveis, manteiga de cacau/protetor labial, hidratante para as mãos</strong>. Não é frescura. É sobrevivência. A segunda dica é com relação aos calçados: <strong>use um calçado com solado grosso</strong>. Não interessa se é forrado ou se você está usando sete pares de meia, a única coisa que vai impedir seu pé de congelar é o solado grosso. Isso porque o que realmente esfria seu pé é o chão congelado na sola, não o ar frio ao redor do pé. Em outra ocasião, tive de relutantemente aceitar meu destino e usar tênis de corrida para viajar no frio por causa do solado alto e de borracha. Meus pés agradeceram o calor e o conforto eternos, mas todas as fotos precisaram sair da cintura pra cima hehe.</p>
<h2>O Réveillon</h2>
<p>Nos reunimos todos no apartamento de uma amiga em comum, onde teve ceia delícia e muito champagne com amora. Foi bem divertido porque eu estava com meus amigos, além de várias pessoas novas que eu não conhecia, uma boneca inflável e um violão. A boneca (que roubou a cena da foto abaixo) tinha nome, mas não lembro.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3400/" rel="attachment wp-att-2214"><img class="aligncenter size-full wp-image-2214" title="Comemorando o ano novo" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3400.jpg" alt="Comemorando o ano novo" width="600" height="450" /></a></p>
<p>O plano era cearmos e depois irmos caminhando até a Torre Eiffel (não era muito longe) para ver as luzes. Assim que chegamos a Torre começou a piscar indicando que era meia-noite. A área na frente da Escola Militar de Paris (bem na frente da Torre) estava lotada de gente. Outros amigos de Lyon apareceram. Abraços e &#8220;Feliz 2010&#8243; e &#8220;adeus ano velho, feliz ano novo&#8221; e muita alegria. De repente, éramos uma roda enorme cantando pagode anos 90 e outras trasheras, os franceses bêbados se entusiasmavam com a gente e gritavam &#8220;Feliz Ano Novo&#8221;, e outros brasileiros desconhecidos se entusiasmavam e entravam na roda também. Um desses brasileiros desconhecidos calhou de ser um colega meu da quinta série do colégio em Ponta Grossa que me reconheceu depois de dez anos no meio de uma multidão em Paris. Surreal.</p>
<p>Depois que o ano já tinha virado havia muito tempo, todos queriam ir para um bar, mas acabamos rodando por um tempão e voltando para a casa da nossa amiga. No caminho até lá tomei um pé na bunda e foi assim que começou 2010.</p>
<h2><strong>O primeiro dia do ano, cemitério Père-Lachaise e Montmartre<br />
</strong></h2>
<p><strong></strong>Acordei cedo que era pra mor de não perder a luz do dia. No inverno na Europa anoitece <strong>muito</strong> cedo. Às cinco da tarde já é noite fechada. Acabei vendo tudo sozinha porque meus amigos acordaram tarde.</p>
<p>Minha primeira prioridade era visitar o cemitério do Père-Lachaise, onde tem muita gente famosa vestindo o paletó de madeira, como Balzac, Proust, Auguste Comte, Jim Morrison, Edith Piaf, Molière, Camus, e o que eu queria ver, Oscar Wilde. O túmulo dele é um dos mais famosos porque as pessoas vão lá e escrevem declarações de amor e deixam marca de batom. Eu fiquei com nojinho.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3436/" rel="attachment wp-att-2217"><img class="aligncenter size-full wp-image-2217" title="Túmulo do Oscar Wilde" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3436.jpg" alt="Túmulo do Oscar Wilde" width="600" height="450" /></a></p>
<p>A entrada é gratuita mas você precisa pagar pelo mapa com a localização dos túmulos (leve de casa <a href="http://france-for-visitors.com/france-maps/paris/pere-lachaise-cemetery-map.html">impresso da internet</a>). Eu não quis pagar então fiquei vagando um tempão até achar o do Wilde. Um tempão, o lugar é enorme. Seguir as excursões de turistas não deu certo, então no meu passeio vi coisas bizarras que só um cemitério pode propiciar, dentre as quais um cara no meio de um monte de túmulos, meio escondido do caminho principal mas ainda visível, furiosamente se masturbando para a foto de uma morta. Eu tinha planejado sentar numa área com bancos e árvores e um belo gramado para comer o sanduíche que tinha levado, mas tive de desistir de comer depois desse espetáculo. Por sorte achei o túmulo do Wilde logo depois, tirei foto e saí correndinho.</p>
<p>Um lugar absolutamente necessário de se visitar para quem já viu O Fabuloso Destino de Amélie Poulain é o bairro de Montmartre. É muito charmoso e traduz exatamente o estereótipo de Paris que temos na cabeça. Fui direto para a Basílica do Sacré-Coeur/Sacrequé, que fica no topo de uma escadaria enorme que você pode subir andando, naturalmente, ou de bondinho. Nem vi o preço do bondinho. Lá em baixo tem uma praça com artesãos e artistas de rua, além de um carrossel que toca músicas do filme (Amélie Poulain).</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3423/" rel="attachment wp-att-2216"><img class="aligncenter size-large wp-image-2216" title="Montmartre" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3423-600x800.jpg" alt="Montmartre" width="600" height="800" /></a></p>
<p>Subi toda a escadaria, apenas para chegar lá em cima e ver que havia tanta gente se aglomerando que era impossível de entrar e, muito pior, impossível de sair. Tirei uma foto de um ângulo estranho e desci. Ainda em Montmartre, o Café des Deux Moulins, onde se desenrolam partes importantes da história da Amélie, existe de verdade. Mas eu nem passei na frente.</p>
<p>Passei o resto do dia olhando algumas lojas que estavam abertas e que fui encontrando pelo caminho, olhando tudo com calma antes de encontrar o pessoal para jantar. Pela rua, encontrei o cartaz deste filme, o qual eu nunca vi e não faço ideia do que se trate, mas achei o título (&#8220;A merditude das coisas&#8221;) incrivelmente condizente com o que tinha acontecido na noite anterior.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3422/" rel="attachment wp-att-2215"><img class="aligncenter size-large wp-image-2215" title="A merditude das coisas" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3422-600x800.jpg" alt="A merditude das coisas" width="600" height="800" /></a></p>
<p>Na posição de ex-<a title="Cast Member na Disney" href="http://pictolirica.mtma.com.br/cast-member-na-disney/">Cast Member</a>, eu queria demais demais demais ir à Disneyland Paris (ou EuroDisney), mas nenhum dos meus amigos quis ir. Por sorte, uma das amigas visitantes, que eu havia acabado de conhecer, estava na mesma situação, ela queria ir e ninguém queria acompanhar. Fomos as duas no segundo dia do ano. Mas para isso vou precisar de um post diferente, então pula essa parte.</p>
<h2>O último dia, Versailles e Centre Pompidou</h2>
<p>Da primeira vez que estive em Paris, abandonamos a excursão no dia do passeio até o Palácio de Versailles para irmos passar o dia em Bruxelas, passeio que eu adorei imensamente. Mas ainda ficou faltando Versailles, então desta vez eu não podia deixar de ir. Peguei o RER, trem que percorre regiões próximas a Paris e é integrado com o sistema de transporte. Caminhei bastante da estação até o palácio, para chegar lá e descobrir que estava fechado. Planejamento FAIL. Sempre atente para os dias e horários de funcionamento das atrações, especialmente na França, onde horários são uma coisa completamente imprevisível.</p>
<p>Ao menos ainda se podia visitar os jardins, e não deixou de ser uma visita legal. O lugar estava deserto e os jardins estavam com a cara do inverno, ficou bonito.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3496/" rel="attachment wp-att-2219"><img class="aligncenter size-full wp-image-2219" title="Les jardins de Versailles" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3496.jpg" alt="Les jardins de Versailles" width="600" height="450" /></a></p>
<p>Aí almocei no McDonald&#8217;s perto da estação e voltei. A estação onde eu precisava descer em Paris era perto da Torrei Eiffel, então foi legal conseguir tirar algumas fotos dessa linda sob o maravilhoso sol de inverno.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3501/" rel="attachment wp-att-2220"><img class="aligncenter size-large wp-image-2220" title="Tour Eiffel" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3501-600x800.jpg" alt="Tour Eiffel" width="600" height="800" /></a></p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3505/" rel="attachment wp-att-2221"><img class="aligncenter size-large wp-image-2221" title="Tour Eiffel" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3505-600x800.jpg" alt="Tour Eiffel" width="600" height="800" /></a></p>
<p>Eu precisava pegar o trem bem no final do dia, então com bastante tempo de sobra (e com meus amigos todos já de volta a Lyon) resolvi ir visitar o Centre Pompidou. Não gosto muito de museus, acho que eles são cansativos e tomam tempo demais em uma viagem, mas eu adorei esse, que é de arte moderna. As exposições eram bonitas e intrigantes, e eu queria comprar absolutamente tudo da lojinha. Mas o mais bacana mesmo foi a vista. Dá pra ver, bem de longe, a Torre Eiffel e a Sacré-Coeur.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3526/" rel="attachment wp-att-2223"><img class="aligncenter size-full wp-image-2223" title="Vista do Centre Pompidou" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3526.jpg" alt="Vista do Centre Pompidou" width="600" height="450" /></a></p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3528/" rel="attachment wp-att-2224"><img class="aligncenter size-full wp-image-2224" title="Vista do Centre Pompidou" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3528.jpg" alt="Vista do Centre Pompidou" width="600" height="450" /></a></p>
<p>Depois disso, juntei minhas tralhinhas e fui embora. Não sem antes dar uma passadinha na Champs-Elysées para ver as luzes no fim de tarde e os banners saudando o novo ano.<a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/03/04/diario-de-viagem-paris-reveillon-20092010/000_3534/" rel="attachment wp-att-2225"><img class="aligncenter size-full wp-image-2225" title="2010 est arrivée!" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/03/000_3534.jpg" alt="2010 est arrivée!" width="600" height="450" /></a></p>
<p>Foi uma viagem diferente e bem interessante, do tipo que faz com calma, com amigos, e sem a obrigação de ver tudo correndo. Saldo positivo!</p>
<p>&nbsp;</p>
]]></content:encoded>
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		<title>Diário de Viagem: Acampamento na Ilha do Mel</title>
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		<pubDate>Wed, 29 Feb 2012 01:56:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>
		<category><![CDATA[acampamento]]></category>
		<category><![CDATA[Ilha do Mel]]></category>

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		<description><![CDATA[Este Carnaval resolvi fazer algo de diferente&#8230; Na verdade, todas as pousadas da ilha estavam lotadas e/ou inflacionadas para essa época, então eu e meus amigos achamos que seria uma boa oportunidade para experimentar um tipo barato e aventureiro de viagem: acampamento. No final, nosso amigo desistiu e acabei indo só com uma amiga que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este Carnaval resolvi fazer algo de diferente&#8230; Na verdade, todas as pousadas da ilha estavam lotadas e/ou inflacionadas para essa época, então eu e meus amigos achamos que seria uma boa oportunidade para experimentar um tipo barato e aventureiro de viagem: acampamento. No final, nosso amigo desistiu e acabei indo só com uma amiga que morou na França na mesma residência que eu, a Patrícia. Veja toda a longuíssima história e fotos no &#8220;Continue lendo&#8221;.</p>
<p><span id="more-2184"></span></p>
<h2>A ida</h2>
<p>Parece difícil chegar lá, mas não é. Você só chega na ilha de barco, naturalmente. Os barcos saem de Paranaguá ou de Pontal do Sul, e vão até os trapiches de Brasília ou Encantadas (as divisões principais da ilha). Na sexta-feira de Carnaval à tarde, pegamos um ônibus daqui de Curitiba pela <a title="Viação Graciosa" href="www.viacaograciosa.com.br/">Graciosa</a>. O ônibus leva 2 horas e te deixa direto no porto de embarque de Pontal do Sul.</p>
<p>Havia uma operação da Polícia Federal em busca de dorgas, estavam parando todos os ônibus que iam para o litoral, tirando as malas do bagageiro e soltando o cão farejador em cima.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/02/28/diario-de-viagem-acampamento-na-ilha-do-mel/img_3020/" rel="attachment wp-att-2185"><img class="aligncenter size-large wp-image-2185" title="Cão farejador" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_3020-600x449.jpg" alt="" width="600" height="449" /></a></p>
<p>Muito bonito, mas não entendi qual foi a da fiscalização. O policial só subiu na cabine do ônibus para muito simpaticamente nos explicar o que estava acontecendo. Ninguém chegou nem perto das malas que estavam dentro da cabine, naquele compartimento elevado. Será que alguém que está carregando drogas vai mesmo deixar tudo no bagageiro lá em baixo? Se eu fosse trafi deixava o bagulho quietinho lá em cima no bumba e ainda falava que era de quem tava de pé. Mas na verdade eu só queria tirar foto do cachorro. O meu é mais bonito.</p>
<p>A viagem de barco desde Pontal leva cerca de meia hora. Paranaguá é mais perto de Curitiba, mas a viagem de barco de lá até a Ilha demora cerca de 1h45, então não vale a pena. A não ser que, sei lá, você curta muito barco.</p>
<p>Já no caminho dava pra sentir o feeling da ilha. Outro colega viajante sacou o violão e começou a tocar na barca.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/02/28/diario-de-viagem-acampamento-na-ilha-do-mel/img_3030/" rel="attachment wp-att-2186"><img class="aligncenter size-large wp-image-2186" title="Feeling da Ilha" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_3030-600x449.jpg" alt="" width="600" height="449" /></a></p>
<p>Aí é só desembarcar no trapiche e sentir mais um pouco do feeling zen da Ilha, logo de cara.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/02/28/diario-de-viagem-acampamento-na-ilha-do-mel/img_3043/" rel="attachment wp-att-2187"><img class="aligncenter size-large wp-image-2187" title="Trapiche Brasília" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_3043-600x449.jpg" alt="" width="600" height="449" /></a></p>
<h2>O camping</h2>
<p>Éramos ambas campistas de primeira viagem. Mal tínhamos o equipamento necessário, só barraca (emprestada) e sacos de dormir (emprestados). O que mais fez falta foi um mochilão 75l pra cada uma, especialmente na chegada e partida da Ilha. Nosso camping ficava a 700 metros do trapiche de Brasília. Parece pouco, e é, mas só quando você está andando pela orla de biquini e mais nada. Carregando uma mochila pequena atochada, mais sacola de viagem, mais barraca, fica <strong>um pouco</strong> sofrido. Por sorte existem carrinheiros à espera no trapiche oferecendo pra transportar suas malas. Vale muito a pena pagar e definitivamente não vale a pena economizar. A mochila correta teria feito esse trajeto menos sofrido.</p>
<p>Enfim, chegamos ao camping do <a title="Camping do Arione" href="http://www.ilhadomelpreserve.com.br/arione.htm">Arione</a>, que escolhemos pelos fatores preço e indicação de conhecidos. A Ilha tem inúmeras opções de campings em várias localizações, é só escolher. Considero que demos sorte aqui, porque não ficou muito lotado, tinha sombra o dia todo, a cozinha era bem equipada e os banheiros bem limpinhos. Passeando por lá, vimos campings que não tinham uma árvore pra fazer sombra, outros que estavam tão cheios que não tinha por onde andar entre as barracas, e outros com gente sem noção que levou caixa de som. Este fica na vila de Nova Brasília, que é silenciosa e não tem <strong>nada</strong> de bar nem agitação. Tem precisamente um restaurante, uma mercearia, e dois campings com uma vendinha com bebidas.</p>
<p>Como chegamos antes do maior fluxo do feriado, pudemos escolher qualquer lugar no camping que ainda estava vazio. Montamos a barraca e fizemos aquele miojinho básico de acampamento pra recarregar depois da viagem. Tinha um gatinho de mascote do camping.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/02/28/diario-de-viagem-acampamento-na-ilha-do-mel/img_3047/" rel="attachment wp-att-2188"><img class="aligncenter size-large wp-image-2188" title="Armando a barraca do gatinho" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_3047-600x449.jpg" alt="" width="600" height="449" /></a></p>
<p>À noite, saímos só fazer um reconhecimento da área, munidas de lanterna, o que é indispensável porque na Ilha não tem iluminação pública. Também não tem ruas nem calçadas, afinal lá não entra carro. Todos os caminhos são trilhas de areia, então você anda bastante. Os nativos não vivem sem bicicleta, e fiquei com muita vontade de ter levado a minha. Talvez na próxima.</p>
<p>Outra coisa que foi legal de acampar foi fazer amigos. Já esperávamos isso e é uma coisa que acontece muito em albergues também. Ficamos amigas de uma menina de São Paulo, que acabou nos apresentando outros amigos que ela já tinha feito durante a viagem e até alguns nativos que ela tinha conhecido.</p>
<h2>Alimentação</h2>
<p>Já esperávamos preços bem altos, afinal era litoral + temporada + tudo precisa vir do continente. Assim, planejamos compras de mercado e levamos tudo de Curitiba. Foi muito tranquilo comer no camping, a cozinha era bem equipada e as pessoas eram bem educadas e não deixavam a cozinha suja. Levamos o básico: enlatados, miojo, pão, frutas e bolachinhas para lanche.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/02/28/diario-de-viagem-acampamento-na-ilha-do-mel/img_3077/" rel="attachment wp-att-2189"><img class="aligncenter size-large wp-image-2189" title="Almoço de camping" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_3077-600x449.jpg" alt="" width="600" height="449" /></a></p>
<p>Seu nível de alimentação num camping vai depender exclusivamente de dois fatores: o saco que você tem pra carregar ainda mais peso além dos equipamentos e o saco que você tem pra cozinhar nas férias. Não tínhamos nem um, nem o outro, então em um dia acabamos comendo um PF superfaturado em um restaurante delícia da Vila do Farol, e em outro dia acabamos comprando no único mercado da Ilha fusili e ingredientes extras para fazer um molho de atum (molho de tomate pronto + atum enlatado). A surpresa foi a gororoba nutritiva, instantânea e nojenta porém surpreendentemente deliciosa que inventamos na hora: uma lata de ervilha refogada na manteiga com uma lata de atum. Barato, rápido, gostoso e dá sustança. Só é a coisa mais feia que você jamais vai comer na vida.</p>
<h2>As praias</h2>
<p>No dia seguinte à chegada não fizemos nada. O objetivo (cumprido) da viagem era ficar nega, então deitamos na Praia do Istmo e de lá só saímos para voltar para o camping e fazer um almocinho simples, reaplicar o bronzeador e voltar pra areia. Essa praia é ótima para tomar sol porque mesmo com a maré alta, a faixa de areia ainda é bem larga. Além disso, fiquei felizmente surpresa com a quantidade de gente na praia: vazia.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/02/28/diario-de-viagem-acampamento-na-ilha-do-mel/img_3085/" rel="attachment wp-att-2190"><img class="aligncenter size-large wp-image-2190" title="Praia vazia em pleno carnaval" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_3085-600x449.jpg" alt="" width="600" height="449" /></a></p>
<p>Nada daquele terror de praia lotada que você vê no jornal todo Ano Novo e Carnaval. Sério, foi lindo. Foi uma das melhores coisas. Passamos a maior parte do tempo na Praia do Istmo porque ficava a 2 minutos do camping. Do outro lado do istmo (a faixa de terra que junta um pedaço da ilha ao outro) ficava a Praia de Brasília, mas ali é mais mangue, então ninguém toma sol ali.</p>
<p>Outra praia que eu gostei demais foi a Praia do Farol. O mar é bem raso, você anda, anda, anda e continua dando pé; calmíssimo, quase sem ondas, parece uma piscina; e transparente com a água meio amarelada. Melhor lugar para tomar banho. Sem contar, é claro, que a vista é linda.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/02/28/diario-de-viagem-acampamento-na-ilha-do-mel/img_3155/" rel="attachment wp-att-2191"><img class="aligncenter size-large wp-image-2191" title="Praia do Farol" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_3155-600x449.jpg" alt="" width="600" height="449" /></a></p>
<p>A praia que mais bomba de surfistas é a Praia Grande, mas infelizmente acabamos nem indo lá durante o dia para ver o movimento. Para o objetivo da nossa viagem, as praias foram perfeitas.</p>
<h2>Pontos turísticos/Passeios</h2>
<p>Não estávamos muito interessadas em visitar tudo, mas a Ilha tem vários lugares para ver e passeios para fazer. Subimos no Farol das Conchas para ver a vista e só. Não vimos a Fortaleza nem a Gruta.</p>
<p>A coisa mais legal que fizemos nesse sentido foi um passeio de barco para ver golfinhos, o barco parava na Ilha das Peças. Não consegui nenhuma foto dos golfinhos, mas vimos vários. Foi bonito porque você eles no habitat natural, pulando pra fora da água, não num aquário nem fazendo show. No começo eles estavam muito longe, mas chegando na Ilha das Peças vimos alguns bem de perto. Foi lindo, sério, me emocionei.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/02/28/diario-de-viagem-acampamento-na-ilha-do-mel/img_3207/" rel="attachment wp-att-2192"><img class="aligncenter size-large wp-image-2192" title="Passeio de barco" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_3207-600x449.jpg" alt="" width="600" height="449" /></a></p>
<p>O mais divertido desse passeio foi que estávamos num barco com um grupo grande de umas 11 pessoas, parecia um grupo de amigos de mais de 30 anos. Uma das mulheres estava claramente dando em cima do marinheiro/guia, o que nos rendeu um passeio especial. Tudo o que a mulher pedia, ele fazia, inclusive fazer uma volta enorme com o barco só para que a gente pudesse ver a Fortaleza do mar, e parar o barco para que a gente pudesse nadar um pouco. O que era para durar 4 horas, durou 6. O barco tocava Bob Marley nos alto-falantes, o que só contribuiu pras good vibes da Ilha.</p>
<p>O passeio custa 25 reais e parte do trapiche de embarque de Brasília a cada meia hora. Dura 4 horas, passa pela baía dos golfinhos e para na Ilha das Peças durante 1 hora para o almoço (facultativo e pago à parte). Fica a dica :) Quem nos indicou foram os amigos novos que nossa amiga nova de São Paulo tinha feito.</p>
<h2>Noite</h2>
<p>Curtir a noite na Ilha foi uma das coisas que eu mais gostei, pelo fato de ser muito diferente do que eu estou acostumada. A começar pelas trilhas de areia e a falta de iluminação pública que já mencionei, o que significa que é tudo à pé e com lanterna. Depois, o fato de que é todo mundo muito mais tranquilo, a gente saía para a noite com a mesma roupa que passamos o dia, passava um rímel, botava um colar e tava pronta. Bem pé no chão roots mesmo.</p>
<p>Em Nova Brasília já falei que não tinha nada, então toda noite tínhamos que percorrer o istmo até a Vila do Farol, onde ali sim era bem agitado. Vários restaurantes, cafés, barzinhos e muitas, muitas pousadas e campings, o que colaborava pra sempre ter algum agito por ali.</p>
<p>No sábado, fomos até um bar com deck sobre a praia chamado <strong>Toca do Abutre</strong>, na Vila do Farol. É bar e restaurante durante o dia e até a noitinha, e depois faziam igual bailão de igreja, arrastavam as mesas e virava baile de Carnaval. No começo tinha um dupla tocando música ao vivo, com MPB, e depois entrava um DJ. Gostei bastante. É um lugar aberto, tem o bar e uns chapéus de palha gigantescos, sem porta, então era fresco e você ficava livre pra entrar e sair a hora que quisesse. O bar funcionava com um sistema de fichas tipo de festa junina, mas todo mundo levava a própria bebida. O DJ realizou todos os meus sonhos mais secretos de dançar hip-hop na balada, além de tocar os pop de sempre e algum samba também. Foi lindo.</p>
<p>Nessa mesma noite, conhecemos um grupo enorme de canadenses que estavam estudando e viajando pelo Brasil e foi uma das coisas mais engraçadas. Loucos de tubão de 51 com Pepsi (juro), eles tentavam sambar a todo custo, ficaram animadíssimos por terem conhecido brasileiras, e ainda renderam uma das melhores histórias. Estávamos indo para o luau de que todo mundo estava falando, e um dos canadenses queria passar na pousada dele antes, mas não lembrava como chegar. Acompanhamos o cidadão só para ficarmos perdidos no escuro no meio do mato e ir parar na praia errada. Caminhamos por muito tempo até achar a pousada do maluco, deixar ele lá e voltar pro camping.</p>
<p><a href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/02/28/diario-de-viagem-acampamento-na-ilha-do-mel/img_3126/" rel="attachment wp-att-2193"><img class="aligncenter size-large wp-image-2193" title="Maluco perdido no mato" src="http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/02/IMG_3126-600x449.jpg" alt="" width="600" height="449" /></a></p>
<p>No domingo, ficamos ali pelo camping mesmo. Fomos até a Praia do Istmo com nossa amiga nova, sentamos na canga e ficamos conversando e olhando o céu mais incrível que já vi na vida. Lua nova, zero poluição luminosa e zero nuvens contribuíram para um céu alucinante de estrelas. A-lu-ci-nan-te. Não tenho câmera suficiente para tirar foto daquilo, mas é uma das coisas mais impressionantes que eu vou levar. Eu andava à noite e não conseguia tirar os olhos do céu. Deitei na canga e fiquei só olhando pra cima o tempo inteiro. Hipnotizante.</p>
<p>Na segunda-feira de Carnaval, voltamos à Toca do Abutre, mas o lugar estava muito mais morto do que no sábado. Sentamos na praia com nossa amiga nova e os amigos nativos durante um tempo enquanto esperávamos o lugar encher. Nisso, conhecemos um suíço que morou no Chile e estava viajando o Brasil, e estava ali pela praia fotografando. Quando ele descobriu que tínhamos morado na França, não paramos mais de conversar e ele ficou com a gente até o final da noite, formando um grupo bem legal. Foi nessa noite que o DJ tocou todas as melhores músicas de festa do mundo. O destaque aqui foi o after-party. Os canadenses do outro dia eram amigos de uma menina que tinha casa na Ilha e ia para lá desde que era criança, praticamente nativa. Ela contou que no fim de noite todo mundo sempre ia para um luau na praia, num lugar chamado Canto da Vó. Esse lugar fica no canto da Praia Grande e caminhamos numa trilha escura por mais ou menos uma hora para chegar lá. Tinha um broder tocando uma reggeira na guitarra e um telão passando imagens de surf e um pessoal tranquilo. Foi bem legal pela experiência.</p>
<p>Na terça-feira à noite, todo mundo já tinha debandado da Ilha para trabalhar no dia seguinte e sobramos só nós e nossa amiga nova no camping. Saímos à caça de milho de pipoca no meio da noite e finalmente conseguimos convencer o dono da mercearia a abrir o lugar só pra gente comprar pipoca. Vantagens de se ter um não-curitibano na roda. Ficamos no camping mesmo, só conversando e relaxando para voltar logo no dia seguinte.</p>
<h2>Impressões gerais</h2>
<p>Meu tipo ideal de viagem é ter tempo para ver o que eu quiser, e tempo para não fazer absolutamente nada também se eu tiver vontade. Também acho imprescindível fazer amigos e voltar com histórias bizarras para contar. Foi exatamente isso que aconteceu aqui, e eu achei o máximo. O camping foi muito legal por ser uma experiência diferente, coisa que também muito me agrada, mas acho que no geral ainda prefiro um bom e velho hostel.</p>
<p>O Paraná está longe de ter as melhores praias do Brasil, mas a Ilha do Mel definitivamente é uma experiência sem igual, por misturar um pouquinho assim de civilização com esse fator totalmente roots e pé no chão. Nada como proibir totalmente a entrada de carros em um lugar. Coisa linda.</p>
<p>Se tiver dúvidas ou quiser mais dicas, é só pedir :)</p>
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		<title>Como é difícil falar espanhol</title>
		<link>http://pictolirica.mtma.com.br/2012/02/24/como-e-dificil-falar-espanhol/</link>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 21:35:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[Espanhol]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>

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		<description><![CDATA[Minha nova empreitada é aprender espanhol. Nunca tive vontade de aprender antes porque achava uma língua feia, mas aí não sei se cresci ou o que foi que aconteceu, porque de um dia para o outro passei a achar linda. E agora quero demais aprender. Esses dois irmãos colombianos, Juan Andrés e Nicolás, fizeram essa [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Minha nova empreitada é aprender espanhol. Nunca tive vontade de aprender antes porque achava uma língua feia, mas aí não sei se cresci ou o que foi que aconteceu, porque de um dia para o outro passei a achar linda. E agora quero demais aprender.</p>
<p>Esses dois irmãos colombianos, Juan Andrés e Nicolás, fizeram essa música divertida tirando sarro das diferenças da língua nos diversos países onde ela é falada, as saias justas que isso pode gerar, e até cantando com sotaque americanizado.</p>
<p>Um dia eu saberei espanhol tão bem quanto inglês e entenderei todas as piadas e rirei muito deste vídeo. Hoje entendi uma coisa ou outra naquele meu nível <strong>Portuñol Avançado II</strong> e achei engraçadinho. Dá uma olhada:</p>
<p><iframe width="640" height="360" src="http://www.youtube.com/embed/Xyp7xt-ygy0?feature=player_embedded" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Manual de pronúncia</title>
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		<pubDate>Fri, 24 Feb 2012 03:20:51 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Inglês da Vida Real]]></category>
		<category><![CDATA[inglês]]></category>

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		<description><![CDATA[Um dos canais de youtube mais engraçados e nonsense dos últimos tempos da última semana. Pronúncias zoadas. Destaque para a pronúncia de february, desafio este que já tirou o sono de muito professor de inglês: Só para constar: a pronúncia correta soa algo como [fe.biu.'e.ri]. E como se fala? Existe também um canal sério, o [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um dos canais de youtube mais engraçados e <em>nonsense</em> dos últimos tempos da última semana. Pronúncias zoadas. Destaque para a pronúncia de <strong>february</strong>, desafio este que já tirou o sono de muito professor de inglês:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/skUfQYr47QQ" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
<p>Só para constar: a pronúncia correta soa algo como [fe.biu.'e.ri].</p>
<h2>E como se fala?</h2>
<p>Existe também um canal <strong>sério</strong>, o <a href="http://www.youtube.com/user/PronunciationBook">PronunciationBook</a>, que traz as pronúncias de verdade de várias palavras e expressões. É muito interessante porque, além de palavras correntes da língua, ele traz também palavras estrangeiras e como elas são pronunciadas em inglês, e também nomes estranhos de marcas ou lugares. Utilíssimo pra quem está aprendendo e tem dúvidas!</p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>Voltei a correr</title>
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		<pubDate>Fri, 27 Jan 2012 16:32:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Outros]]></category>
		<category><![CDATA[corrida]]></category>

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		<description><![CDATA[]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p style="text-align: center;"><a href="http://memegenerator.net/instance/13713010"><img src='http://pictolirica.mtma.com.br/wp-content/uploads/2012/01/13713010.jpg' alt='ENDORFINA' /></a></p>
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		<title>Voltar pro Brasil</title>
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		<pubDate>Mon, 23 Jan 2012 23:48:35 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[Viagens]]></category>

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		<description><![CDATA[Li no blog Coisa Parecida um texto da Glenda Dimuro sobre por que é tão difícil voltar pro Brasil uma vez que você mora fora. Primeiro, recomendo muito a leitura do texto porque isso é exatamente do que eu estava falando no post sobre os viajantes e essas diferenças culturais. Segundo, queria adicionar alguns comentários [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Li no blog Coisa Parecida um texto da Glenda Dimuro sobre <a href="http://www.coisaparecida.com/2011/07/por-que-e-tao-dificil-ter-vontade-de-voltar-a-viver-no-brasil/">por que é tão difícil voltar pro Brasil</a> uma vez que você mora fora. Primeiro, recomendo muito a leitura do texto porque isso é exatamente do que eu estava falando no post sobre os <a title="O que acontece quando você viaja pelo Brasil com pouca grana" href="http://pictolirica.mtma.com.br/2012/01/19/o-que-acontece-quando-voce-viaja-pelo-brasil-com-pouca-grana/">viajantes</a> e essas diferenças culturais. Segundo, queria adicionar alguns comentários e exemplos.</p>
<p>Temos uma tendência a reduzir a noção de cultura a coisas tangíveis como comer acarajé na Bahia, tirar os sapatos pra entrar em casa no Japão, e outros costumes em geral. Também tendemos a comparar fatores de qualidade de vida em diferentes países, como violência, escolaridade etc. Mas raramente paramos pra pensar nos valores e perspectivas que cada cultura traz, como fez a Glenda falando sobre a Espanha. O trecho que mais me chamou a atenção, devido à minha própria experiência, foi este:</p>
<blockquote><p>Aprendi a ser tolerante, a respeitar mais as diferenças, a descobrir a diversidade de raças, culturas, estilos de vida e pensamento muito diferentes dos nossos, brasileiros, muitas vezes machistas, egoístas e hipócritas (como também já foi citado nos posts dos meus colegas de Brasil com Z). Aprendi que viver no mesmo edifício que o motorista do caminhão de lixo e comer no mesmo restaurante da faxineira da piscina é uma coisa absolutamente normal. Aprendi a respeitar famílias com dois pais, duas mães e até duas mães e um pai, a não falar mal de uma mulher escabelada na padaria, a não ficar horrorizada com um «modelito» fora do «normal». Aprendi que o normal pode ser qualquer coisa, que cada pessoa é um mundo e que cada um de nós cuida do seu próprio mundo pessoal, sem precisar de aparências ou máscaras.</p></blockquote>
<p>Meus melhores amigos na França eram também curitibanos, portanto temos base de comparação. Quando voltamos, passamos a discutir como era possível viver bem por lá ganhando menos da metade do salário mínimo francês, enquanto aqui vivemos na pinduca ganhando mais de quatro salários mínimos. Não quero aqui entrar em detalhes socioeconômicos, mas chegamos à conclusão de que era uma questão cultural.</p>
<p>Um exemplo de que gosto muito é uma noitada. Na França, nossas baladas básicas de toda semana geralmente corriam assim: cada um colocava uma roupa só um pouquinho melhor do que a que usou pra passar o dia; tomávamos algum vinho ou cerveja antes de sair; íamos pro bar de metrô; entrávamos no bar de graça; bebíamos pouco no bar pra economizar; voltávamos de metrô, se ainda estivesse cedo, ou de bicicleta ou a pé se o metrô já tivesse fechado. E não fazíamos nada disso só porque éramos estudantes pobres; quer dizer, éramos, mas todo mundo também fazia isso. Aqui isso não acontece, a começar pelo transporte. É possível, sim, ir para a balada de ônibus, mas é socialmente aceitável? Não. Aqui, quem não tem carro precisa mendigar caronas ou pagar um taxi, não importa se são 11 da noite ou 7 da tarde. Depois, estão ficando cada vez mais raros os lugares que não cobram entrada ou ao menos uma consumação. Sem contar as roupas, aqui você sai e vê todo mundo igual, meninos de polo e meninas de vestido bandage, e ai de você se aparecer de camiseta e tênis em balada que não seja alternativa. E na hora de ir embora? Voltar a pé é simplesmente impensável e bicicleta é considerada coisa de bicho grilo, você precisa pagar táxi se não tem carro nem carona. Com tudo isso somado, o valor médio de 5-10 euros que gastávamos lá por noite, aqui sobe para 30-50 reais.</p>
<p>E a questão do carro? Eu conhecia <strong>uma</strong> pessoa que tinha carro na França. Aqui, todos os meus amigos têm, sendo que aqui qualquer carro e sua manutenção custa no mínimo o dobro do que lá. Por que isso acontece? Porque as pessoas se sentem mais seguras? Acredito que não, acredito que também seja algo cultural. O brasileiro jamais vai trocar o carro pelo transporte público ou pela bicicleta, como ocorre na França; não porque o transporte público aqui seja muito pior ou menos seguro ou mais lotado do que lá, na hora do rush é tudo igual, mas sim porque ter carro é <strong>status</strong>. Porque todo moleque de 17 anos tá contando os dias pra tirar a carteira e ter seu veículo pra levar as menininhas pra passear. Não que haja algo errado com isso, afinal isso ocorre porque o moleque de 17 anos, assim como a esmagadora maioria da população, está com essa noção de aceitação social enraizada em si desde pequeno.</p>
<p>Meu objetivo não é advogar que os valores dos brasileiros são errados e os dos franceses são corretos, nem fazer pouco caso dos motivos (desigualdade, violência, educação etc.) que possam levar à criação desses valores. Todos eles são ideias pré-concebidas que vão sendo passadas de geração em geração ad eternum sem que as pessoas nem parem pra pensar sobre eles; são extremamente difíceis de mudar num nível coletivo e variam de acordo com cada cultura. Quando você mora fora e, enquanto indivíduo, se identifica mais com os valores de uma cultura estrangeira do que com os que você consumiu desde pequeno, aí realmente fica muito díficil voltar.</p>
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		<title>Música latina na França</title>
		<link>http://pictolirica.mtma.com.br/2012/01/22/musica-latina-na-franca/</link>
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		<pubDate>Sun, 22 Jan 2012 07:01:07 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Maria Thereza M.A.</dc:creator>
				<category><![CDATA[França]]></category>
		<category><![CDATA[bachata]]></category>
		<category><![CDATA[dança]]></category>
		<category><![CDATA[Música]]></category>
		<category><![CDATA[salsa]]></category>

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		<description><![CDATA[Outra coisa que achei bacana de contar em retrospecto, além das viagens, são algumas coisas da França que na época eu estava ocupada demais ou achava normal demais para contar, e que agora vou lembrando. Uma delas era a moda da salsa. Salsa estava MUITO na moda em 2009/2010. Tanto que havia baladas exclusivas de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Outra coisa que achei bacana de contar em retrospecto, além das <a href="http://pictolirica.mtma.com.br/categorias/viagens/">viagens</a>, são algumas coisas da França que na época eu estava ocupada demais ou achava normal demais para contar, e que agora vou lembrando.</p>
<p>Uma delas era a moda da salsa. Salsa estava MUITO na moda em 2009/2010. Tanto que havia baladas exclusivas de salsa em todo lugar, e quase toda balada que se prezasse tinha ao menos uma noite da semana dedicada à salsa. Eu achava isso bizarríssimo porque aqui no Brasil salsa é meio coisa de tiozão em formatura e casamento, e lá era muito coisa de jovem. Mesmo depois de voltar pro Brasil, conheci um francês que queria dançar salsa comigo na balada enquanto tocava Britney Spears.</p>
<p>Eu nunca fui das melhores dançarinas, mas foi divertido aprender ao menos o básico, o suficiente para conseguir acompanhar um cavalheiro e não fazer feio na hora que tocava salsa na balada ou na festa na casa de alguém (sempre tocava). A febre era tanta que o curso de salsa era um dos mais concorridos das atividades extracurriculares da universidade, mas todo mundo sabia dançar e podia ensinar uns passinhos.</p>
<p>Na noite da salsa geralmente tocava também merengue e, às vezes, bachata. A bachata já é um nível acima na escala de <strong>latinidade sensual</strong>, tanto que um dos maiores conceitos criados por eu e meus amigos (tínhamos muitos) era o de dizer que alguém tem &#8220;a bachata&#8221; em vez de dizer que tem &#8220;a pegada&#8221;. Precisa ter muita pegada pra dançar bachata direito. Procure no YouTube.</p>
<p>Uma vez fomos na noite da salsa em uma balada perto de casa, o <a href="http://www.ninkasi.fr/">Ninkasi</a>. Foi muito legal porque todo mundo tirava todo mundo pra dançar, só ficava na parede quem quisesse. Nisso eu acabei dançando com um velhinho que me corrigia por eu dizer &#8220;ouais&#8221; em vez de &#8220;oui&#8221;, e minha amiga acabou dançando com um rapaz de calça branca sob a qual transparecia o fio dental preto, entre outras coisas estranhas. Mas a mais estranha de todas as coisas naquela noite foi a associação que fizeram de salsa com latinidade com brasilidade com axé. Começou a tocar a dança da mãozinha, todo mundo se organizou em filas e todo mundo fez a coreografia certinha, menos nós, os brasileiros. Tocou uns 5 axé e todo mundo sabia todas as coreografias, menos a gente. Tinha um instrutor de axé presente no local. Surreal.</p>
<p>Deixo pra vocês a melhor bachata de todos os tempos, pra vocês entrarem no clima:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/5s-bNisOBjo" frameborder="0" width="420" height="315"></iframe></p>
<p>E, porque eu me empolguei, também a segunda melhor bachata de todos os tempos, a única que tocavam em todas as festas, e em cujo clipe aparece a dança:</p>
<p><iframe src="http://www.youtube.com/embed/3Eul-QAtN6c" frameborder="0" width="560" height="315"></iframe></p>
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