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Mais Dicas de Antidepressivos
Por Maria Thereza M.A., em 21/09/2008 às 11:33. Arquivado em: Outros. Com as tags antidepressivo, correr, corrida, exercício, valium.
Depois do livro-valium e do game-valium, pasmem mas o antidepressivo da moda agora é o exercício-valium. Sim, exercício. Pode acreditar. Eu nunca tinha botado fé naquela história que exercício faz você se sentir bem, pra mim isso era coisa de homem “saúde é o que interessa” que usa regata. Eu andava 10 quadras e ficava morrendo, botando os bofes pra fora e suando igual um porco, e isso definitivamente não encaixa com “se sentir bem”.
Não fui correr durante a semana porque minhas manhãs têm sido mais atribuladas, e senti muita falta. Tinha uns pitis de ansiedade que o floral não resolvia e pensava “acho que preciso correr”.
Hoje de manhã, depois dos Desembalos de Sábado à Noite (o famoso “eu falei que isso ia dar merda“), acordei e só conseguia pensar em correr. Fiquei matutando o que eu podia fazer hoje, não queria ficar sem fazer nada, e só conseguia pensar em correr. E pasmem, eu queria correr mais, dei duas voltas no Passeio Público.
Então ficadica. Tá estressado? Ansioso? De saco cheio? Vai se mexer, fazer alguma coisa que você goste. Funciona. Tem gente que fica viciado, mas pelo menos é um vício mais saudável do que remédios ou outras coisas que o povão gosta de fazer pra afogar as mágoas.
E para as mulheres também tem o sempre válido banho de loja ou, no caso de como eu passarei minha tarde hoje, SPA caseiro e dia de beleza.
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A Saga da Corredora Iniciante
Por Maria Thereza M.A., em 23/07/2008 às 10:44. Arquivado em: Outros. Com as tags cooper, correr, corrida, emagrecer, jogging, Saúde.
Estou num processo de reeducação alimentar já há um tempo, mas as gordurinhas não estavam indo embora. Cheguei à conclusão de que eu precisava sair da minha inércia preguicenta e me mexer um pouco, já que desde que ganhei o carro não tenho tirado a bunda de dentro dele. Sempre detestei a canseira, os bofes pra fora e o suadouro, mas achei que era hora de mudar.
Optei, por eliminação, pela caminhada/corrida. Esportes de competição estavam fora de questão (no way que eu vou reviver o Ensino Médio), musculação e coisas que precisassem de equipamentos adicionais também (no way que eu vou gastar dinheiro com isso). Eu sei que preciso fazer algum tipo de exercício anaeróbico também para fortalecer músculos e ossos, mas preciso de preparação psicológica antes de puxar ferro. Em último caso eu apelo para abdominais.
Além de que odeio academia, acho chatíssimo aquele ambiente com cheiro de subaqueira e um ventiladorzinho indo de um lado pro outro, cheio de aparelhos brutamontes anti-design e pessoas acéfalas, e ainda o fato de precisar pagar por tudo isso. Academia não é para onde vai o meu rico dinheirinho, não senhor! Cheguei a duas soluções possíveis: ir ao parque ou voltar a ir pro trabalho de ônibus, já que a caminhada até o ponto dá uns bons 20 minutos.
A segunda opção foi tentadora devido à economia de dinheiro, mas o Marco Zero de Curitiba não é um lugar bonito nem seguro às 7 horas da manhã. Sem contar que eu precisaria carregar todas minhas coisas para o trabalho, o que tornaria difícil manter a postura correta e tiraria parte do benefício do exercício.
O parque ganhou a disputa por ser obviamente mais agradável e de relativo fácil acesso e ter mais gente com o mesmo objetivo que eu ao redor. Gente bonita, diga-se de passagem.
O meu problema então era a mesma desculpa de todo mundo para não fazer exercício: não tenho tempo. Trabalho o dia inteiro e estudo à noite, além do tempo de locomoção para o trabalho que toma 1 hora do meu dia. Nenhum dos meus horários “disponíveis” (de manhãzinha, na hora do almoço e depois do trabalho) são bons, levando em consideração tráfego, sono, trocar de roupa suada para limpinha e tomar banho. Logo, precisei experimentar.
Nipo-japonês correndo em um parque de Curitiba às 7 da manhã de um dia de julhoDia 1
Aproveitei a última semana de férias da faculdade e fui à tarde, logo depois do trabalho. Foi bem agradável, tinha bastante gente na mesma situação que eu e taxa 0 de domingueiros sem noção. O clima estava bom, sem vento gelado. A surpresa bem-vinda veio por conta do pôr-do-sol lindo que eu presenciei. Bem legal ver a galera parando pra ver o sol, alguns tirando foto. Curti. Levei 38 minutos para dar a volta no parque caminhando, cronometrei com meu fiel companheiro iPod Touch. O ponto negativo foi o trânsito das 18h. Levei um bom tempo para chegar em casa e, se tivesse aula, teria chegado uns 20 minutos atrasada se estacionasse na Reitoria e subisse direto para a aula, descabelada, com roupa de ginástica e sem comer nada (o que prejudicaria a reposição de nutrientes). Sem chance durante o próximo semestre, mas uma boa opção para quando eu não tiver aula, já que posso voltar para casa, tomar banho cheio de frescuras e secar o cabelo com calma. Até hidratação no cabelo eu fiz depois do parque :P
Dia 2
Acordei quando ainda era noite e me mandei. Cheguei no parque às 7 da manhã, peguei um nascer do sol tão lindo quanto o pôr-do-sol do dia anterior. Os prós foram o trânsito (pouquíssimos carros na rua) e o fato de já sair de casa com a roupa certa. Os contras foram ter que chegar na empresa de roupa de ginástica e ter que me trocar no banheiro sem tomar banho, apesar de eu não ter suado tanto quanto esperava. E o pior dos contras foi acordar quando ainda era noite, o que por enquanto não é tanto um problema, mas vai ser um bem sério quando eu voltar a ter aulas até as 22:30, o que significa dormir menos de 7 horas por noite, quando eu sou o tipo de pessoa que precisa de 10.
No geral eu gostei mais de ir de manhã. Pretendo manter o ritmo e ir todos os dias. Essa semana estou só caminhando, mas a partir da semana que vem quero começar com um programa de corrida, indo aos poucos. No site dos Corredores de Copacabana tem um guia completíssimo para você que quer começar a correr, com tudo o que você precisa saber e até uma sugestão de programa de corrida.
Pra frente, Brasil! Rumo ao Hexa!
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