Assine o feed do Pictolírica

Arquivo da tag ‘emprego’

Foco no Profissional

Por Maria Thereza M.A., em 15/09/2008 às 11:52. Arquivado em: Outros. Com as tags , , , , .

Pois. Acho que não vou mais deixar de fazer as mandingas de Ano Novo. Em 2006 eu fiz e tudo funcionou. Em 2007 não fiz e tudo foi pelo ralo. Tipo ralo BIG TIME. Esse ano eu fiz de novo e tá tudo funcionando. Daria medo, se não fosse legal.

Outras áreas mais, assim, intensas, estão indo bem melhor em comparação com o ano passado. Mas definitivamente a área mais concreta disso tudo é o profissional.

Eu sempre achei que seria legal trabalhar com tradução, mas esse ano veio com tudo. Fiz muitos testes pra editoras, consegui alguns clientes novos e até consegui emprego numa agência de tradução web-based conceituada.

E é engraçado como as coisas caem do céu quando você pede. Consegui um trabalho bem grande, indicada pro cliente por uma pessoa que eu não faço idéia de quem seja. Muito surreal.

E o mais legal de tudo foi uma ligação que fiz agora há pouco para esse mesmo cliente. Liguei pra confirmar se ela havia recebido a nota que mandei, e de quebra recebi elogios pela qualidade do trabalho e pelo comprometimento em manter os prazos. Fiquei bem feliz!

Para ficar tudo nos conformes e manter o profissionalismo, esse mês tirei finalmente meu alvará de autônomo. Agora posso emitir minha própria nota fiscal e fazer tudo certinho dentro da lei. Comprei também o domínio onde será hospedado meu site comercial e estou trabalhando nele. Um luxo que só!

O que me está quebrando a cabeça agora é elaborar o site de forma que demonstre um trabalho de qualidade, apesar da minha pouca idade e formação. Tipo, dá vergonha de botar meu “superior cursando”, com o mercado lotado de tradutor velho com mestrado e o escambal. Acho que vou usar a jogada “jovens ativos e cheios de potencial” para me destacar no mercado de trabalho.

Me pergunto se esse cliente que me elogiou sabe que eu tenho 19 anos. Heh :)

9 Comentários

.

Escravidão Bem-remunerada x Artista que Morre de Fome

Por Maria Thereza M.A., em 5/05/2008 às 13:50. Arquivado em: Trabalho. Com as tags , , , , .

Estava discutindo questões profissionais com o Garoto Prodígio semana passada, e a pauta da discussão era “escravidão bem-remunerada x artista que morre de fome“.

Ou seja, será que devemos correr atrás do que realmente adoramos, sabemos e queremos fazer, mesmo que a curto prazo a remuneração seja menor, ou devemos abraçar qualquer oportunidade de dinheiro bom e dinheiro fácil, mesmo que isso vá contra nossos princípios?

A primeira vez que me vi frente a esse dilema foi há uns dois meses, quando me ofereceram um emprego que pagaria o dobro do que eu ganho agora. Isso para trabalhar no call center de uma grande empresa. É, call center. Estarei ganhando mais para estar trabalhando num call center.

O lugar onde eu trabalho agora não é dos mais ricos ou luxuosos, nem pretendo construir carreira aqui, mas gosto do trabalho que eu faço, que é de certa forma ligado à minha área, e acho que ganho mais que bem para a minha faixa etária e formação acadêmica (a maioria dos meus amigos na faixa dos 20 ganha menos de 1/3 disso, quando trabalha). Sem contar a mamata que uma empresa pequena propicia, e por mamata eu me refiro a não precisar fazer hora extra e a não precisar tomar Maracujina em doses diárias para sobreviver, motivos pelos quais eu saí do meu emprego anterior, também numa mega-empresa.

Não aceitei a proposta do call center por motivos óbvios. Prefiro ganhar menos fazendo algo que não me desagrada e que me dá alguma experiência na área que pretendo seguir, do que ganhar mais e ter de sobreviver à base de Maracujina num trabalho puramente chato.

Isso porque eu tenho 19 anos, sou undergraduate (malemal formada) e moro sozinha com apoio dos pais. Uma situação bem diferente da do Garoto Prodígio, que tem 34 anos e uma família pra sustentar (de “garoto” não tem nada, o apelido faz referência ao xará dele na Dupla Dinâmica).

Ele se botou claramente a favor da primeira opção (escravidão bem-remunerada) como suporte para a segunda (artista que morre de fome), ao invés de uma excluir a outra. O exemplo dado foi a necessidade de se abrir uma empresa para emitir nota fiscal de tradutor. Todo mundo sabe que abrir uma empresa no Brasil é um processo demorado e caro, bem como é caro manter uma empresa. O argumento dele foi que, muitas vezes, principalmente no começo, eu não conseguiria ter lucro só com as traduções, e precisaria de um emprego paralelo para manter o negócio de traduções. O que faz muito sentido, mas repito, é uma situação diferente da minha.

Claro que quero ganhar bem, todo mundo quer. Mas não numa base maquiavélica, não na base do “os fins justificam os meios”. O trabalho é uma parte importante para a sanidade mental do ser humano, e deve ser uma atividade que, se não for agradável, pelo menos não dê fastídio. Tem que ter um balanço aí dos fatores “remuneração” e “satisfação pessoal”.

Se gari ganhasse bem, você limparia chorume?

Se lixeiro ganhasse R$2.200 mais benefícios por mês, os candidatos a tal vaga jamais seriam universitários ou recém-formados, nem mesmo estagiários de engenharia ambiental especializados em descarte de resíduos sólidos.

9 Comentários

.